Forty-Three | Ángel Díaz Part 1

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❝Não preciso de permissão
Tomei a decisão de testar meus limites
Porque é da minha conta, Deus é minha testemunha
Vou começar o que terminei
Não preciso hesitar
Vou tomar o controle desse tipo de situação❞

Dangerous Woman- Ariana Grande

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17 de agosto, 2025Madri, Espanha Alguns meses após Ángel ser mandada para Espanha

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17 de agosto, 2025
Madri, Espanha
Alguns meses após Ángel ser mandada para Espanha

Troquei a marcha com precisão, fazendo o motor elétrico da Porsche Taycan roncar. Meus dedos apertaram o volante com tanta força que os nós ficaram brancos, enquanto acelerava cortando a avenida Gran Vía, que àquela hora da madrugada estava quase deserta, exceto pelos malditos faróis que me perseguiam como olhos famintos.

Eles achavam que eram fodões. Acreditavam que só por carregarem pistolas na cintura e usarem bonés tortos, se tornavam gangsters de verdade. Eles eram apenas crianças brincando de criminosos. E agora estavam atrás de mim, só porque eu roubei o brinquedinho deles. Mas mal eles sabiam que não seria fácil me pegar, porque eles não sabiam que estavam lidando com uma pilota de verdade.

Joguei o carro para a direita, derrapando com maestria na curva fechada.

— Vem, vem seus merdas... — murmurei, olhando rapidamente pelo retrovisor.

Três carros me seguiam. Dois Dodge Charger pretos e uma BMW cinza chumbo, todos equipados, luzes acesas, rodando na sombra como predadores noturnos.

Uma pena que esses predadores não fazem ideia de que essa raposa é mil vezes mais esperta que eles.

Meus dedos apertaram o volante com força, e virei bruscamente à direita, jogando o carro contra a esquina sem nem pensar duas vezes. A traseira do Porsche derrapou, quase beijando a parede, mas recuperei o controle no exato segundo em que acelerei de novo, esmagando o pedal como se minha vida dependesse disso — e, de fato, dependia.

O motor respondeu com um rugido elétrico e agressivo, me lançando para frente como uma bala perdida. A paisagem urbana tornou-se em borrões de luzes vermelhas, letreiros luminosos e sombras distorcidas que passavam voando pelas janelas. As ruas estreitas de Madri se transformaram num maldito labirinto.

Olhei pelo retrovisor e eles ainda estavam na minha cola de um jeito persistente e teimoso. O farol da BMW tremeluzia, tentando me alcançar, enquanto os Dodges logo atrás ziguezagueavam na pista, buscando uma chance de me fechar.

— Vocês não aprendem, né? — murmurei, mordendo o lábio inferior, quase me divertindo com aquilo.

Avancei por uma avenida mais larga, cheia de carros estacionados dos dois lados. Um risco absurdo, mas que, para mim, era uma estratégia. Deslizei entre eles como se fosse parte da própria rua, deixando pouco espaço de manobra para quem me seguia.

𝐂𝐎𝐍𝐄𝐂𝐓𝐀𝐃𝐎𝐒Onde histórias criam vida. Descubra agora