⚠️Esse livro é um dark romance ⚠️
Até onde um amor jovem pode trazer o passado a tona?
Duas famílias extremamente poderosas estão em guerra há gerações pelo controle de Tijuana. No meio dessa disputa violenta, estão os jovens herdeiros, Ángel Díaz e...
❝Não me culpe, o amor me deixou louca Se você também não fica, não está fazendo direito Senhor, salve-me, minha droga é meu amor Vou usá-la pelo resto da minha vida❞
Taylor Swift - Don't Blame Me
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2 de novembro, 2024 Tijuana, México
Qual é a fórmula para chegar ao topo? Existe um método infalível para sair do fundo do poço e se tornar uma mulher admirada, desejada e bem-sucedida?
Sim. Há uma receita simples e antiga, testada por gerações de mulheres que entenderam cedo demais como o mundo realmente funciona. A resposta está no casamento. Mas não em qualquer casamento. Falo de um casamento cheio de amor com um homem poderoso, influente, alguém capaz de te erguer como uma joia rara em meio à imundície.
Mas não era tão simples assim, aprendi isso ainda jovem. Durante muito tempo, acreditei fielmente no amor. Fui ingênua o bastante para achar que ele seria meu refúgio, minha fortaleza. Mas o amor... o amor me destruiu. Me tirou tudo. Me reduziu a pó. E, também foi ele quem me moldou. O amor me ensinou que, para sobreviver, eu precisava me reinventar. E foi o que eu fiz.
Na mulher segura e inabalável que me tornei. No status que conquistei com sangue e estratégia. Na vida que ninguém poderia me arrancar. Mas a que preço? A que custo me tornei Paulina Martínez?
Tomei um gole do meu chá de camomila, sentindo o calor suave deslizar por minha garganta, enquanto meus olhos analisavam as folhas de papel sobre a mesa. Relatórios financeiros, movimentação de mercadorias, números sobre as vendas de drogas do último mês.
Mas o som da porta se abrindo bruscamente me fez erguer o olhar. Benjamín entrou no escritório como uma tempestade, seus olhos estavam cheios de raiva e seus punhos estavam cerrados.
— Precisamos conversar, bruxa — ele disparou, com a voz carregada de raiva e impaciência.
— Que prazer te rever, meu filho — murmurei com um sorriso discreto, cruzando as pernas com elegância enquanto levava a xícara de chá aos lábios.
Benjamín não respondeu. Em vez disso, atravessou a sala com passos duros e parou diante da mesa, batendo as mãos com força contra a madeira escura, fazendo os papeis se moverem levemente.
— Me poupe das suas farsas, mamãe — ele disse com o cinismo pingando de cada sílaba. Os olhos, tão parecidos com os meus, faiscavam em uma mistura de frustração e raiva contida. — Eu quero respostas. Agora!