⚠️Esse livro é um dark romance ⚠️
Até onde um amor jovem pode trazer o passado a tona?
Duas famílias extremamente poderosas estão em guerra há gerações pelo controle de Tijuana. No meio dessa disputa violenta, estão os jovens herdeiros, Ángel Díaz e...
❝Não é adorável, estar completamente sozinho? Coração feito de vidro, e a mente feita de pedra Rasgue-me em pedaços, da pele ao osso Olá, bem-vindo ao meu lar❞
Lovely - Billie Eilish ft Khalid
[CAPÍTULO NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS POIS CONTÉM VIOLÊNCIA EXPLÍCITA]
[NÃO SEJAM LEITORES FANTASMAS COMENTEM E VOTEM]
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27 de Outubro, 2024 Tijuana, México
Passei pelo salão com passos firmes, meu maxilar trincado e meus punhos cerrados ao lado do corpo. Cada fibra do meu ser estava em chamas. A raiva pulsava em minhas veias como uma corrente elétrica, e minha visão parecia turva de tanto ódio. Primeiro, aquela maldita mensagem. As fotos da Ángel com aquele desgraçado da faculdade no nosso apartamento. Como ele ousava pisar lá, quanto mais chegar perto dela daquele jeito? E o que diabos ela estava pensando, deixando isso acontecer?
Mas não era só isso. O anúncio ainda ecoava na minha cabeça, e a imagem de minha mãe sorrindo com aquela satisfação manipuladora me fazia cerrar os punhos. Aquilo não era uma coincidência, não era um simples mal-entendido. Paulina tinha armado tudo. Ela sabia que eu levaria a Ángel para aquela festa. Ela sabia o quanto isso significava para mim, para nós. E mesmo assim, fez questão de planejar uma humilhação pública para a minha raposinha.
Minha raposinha...
Uma parte de mim hesitou ao pensar nesse apelido. Será que ainda podia chamá-la assim? Depois de tudo que aconteceu, depois do que eu tinha acabado de fazer? Meu coração apertou com essa dúvida, mas não deixei que ela me enfraquecesse. Primeiro, eu precisava lidar com Isabella e acabar com essa farsa que ela e minha mãe tinham criado.
Atravessei o salão desviando de convidados que ainda murmuravam sobre o caos que havia acabado de acontecer. Meus olhos varreram o lugar até encontrá-la. Lá estava Isabella, ao lado de seu pai, que segurava aquele bebê no colo como se fosse um troféu. Meu sangue ferveu ainda mais.
Sem pensar duas vezes, me aproximei. Peguei o braço da ruiva com firmeza, mas não com violência, apenas o suficiente para que ela fosse obrigada a me encarar.
— Precisamos conversar — falei, minha voz baixa e carregada de raiva.
Isabella arregalou os olhos, talvez surpresa pela minha abordagem, mas não tinha espaço para surpresa ali. Não havia espaço para nada além da minha raiva.
— Benjamín, o que... — ela começou, mas cortei suas palavras no meio, apertando seu pulso com força suficiente para garantir que ela não fugisse.