Forty-Nine | The drug called selfishness

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❝Você me traiu
E eu sei que você nunca vai se sentir culpada
Pelo jeito que me machucou, sim❞

Traitor- Olivia Rodrigo

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11 de abril, 2027
Tijuana, México

Senti algo molhado no meio das pernas, deslizando com lentidão e provocando um arrepio que percorreu minha espinha. Um gemido preguiçoso escapou dos meus lábios quase como um agradecimento. Permaneci imóvel, saboreando aquela atenção — eu sabia exatamente o que estava acontecendo. Podia muito bem puxar os cabelos dele e guiar seus movimentos como gostava de fazer às vezes, mas naquele momento, preferia ser mimada mais um pouco.

Um sorriso nasceu em meu rosto antes mesmo de abrir os olhos. O peso do corpo masculino entre as cobertas me era familiar, confortável e íntimo. Mas assim que os olhos encontraram o rosto que emergia do tecido amassado, o calor em meu ventre se dissolveu em uma onda confusa e fria.

Não era ele.

— Bom dia, meu amor — disse Nick, com a voz rouca e um meio sorriso satisfeito de quem acreditava estar fazendo tudo certo.

— Bom dia... — respondi baixo, forçando um sorriso.

Ainda sentia a quentura entre as pernas, a pulsação insistente do desejo recém despertado, mas agora misturada com a culpa. Ou talvez fosse arrependimento. Ou raiva de mim mesma.

Nick gostava de me acordar assim. Sabia que era o jeito dele de demonstrar carinho, de me lembrar que me desejava. E por muito tempo aquilo bastou. Mas não depois dos últimos dois dias. Não depois de ter visto os olhos castanhos e perigosos de Benjamín Martínez de novo, me encarando como se ainda me tivesse na palma da mão.

Merda.

Tentei afastar o pensamento, mas era inútil. Benjamín. Aquele idiota que fazia tudo errado do jeito mais certo possível. Ele tinha voltado. E mais do que isso... se meteu na minha entrega como se ainda tivesse o direito de decidir o que eu faço da minha vida.

A raiva começou a ferver sob minha pele. Como ele soube? Como ele sabia que eu estaria ali? A única pessoa que sabia do trajeto e do ponto de encontro era...

— Tá pensando no quê? — a voz de Nick me tirou dos meus pensamentos.

— Em nada — respondi rápida demais, virando o rosto pro lado. — Acho que ainda tô com sono.

— É? Então talvez eu precise te acordar de verdade — ele riu e deslizou os dedos pela minha barriga, indo em direção a minha intimidade.

𝐂𝐎𝐍𝐄𝐂𝐓𝐀𝐃𝐎𝐒Onde histórias criam vida. Descubra agora