⚠️Esse livro é um dark romance ⚠️
Até onde um amor jovem pode trazer o passado a tona?
Duas famílias extremamente poderosas estão em guerra há gerações pelo controle de Tijuana. No meio dessa disputa violenta, estão os jovens herdeiros, Ángel Díaz e...
❝Não é sua culpa eu estragar tudo Não é sua culpa que eu não sou o que você precisa Amor, anjos como você não podem voar para o inferno comigo❞
Angels like you - Miley Cyrus
[CAPÍTULO NÃO RECOMENDADO A MENORES DE 18 ANOS POIS CONTÉM PRINCÍPIO DE VIOLÊNCIA SEXUAL]
[NÃO SEJAM LEITORES FANTASMAS COMENTEM E VOTEM]
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2 de novembro, 2024 Tijuana, México Manhã
O aroma suave de camomila se espalhava pelo ar como um abraço silencioso. Bastou isso — o cheiro familiar vindo da cozinha de Dolores — para que, por um breve instante, minha mente silenciasse o turbilhão de pensamentos que eu estava tendo.
Eu podia jurar que minha cabeça ia explodir nas últimas noites. Pensar demais sempre foi um maldito hábito, mas ultimamente tudo tinha piorado por causa de Isabella... e do meu "filho".
Ainda me parecia estranho usar essa palavra, até porque eu nem sequer tinha certeza se era minha aquela criança.
E, como se isso já não fosse suficiente, ainda tinha Ángel.
As coisas entre nós continuavam estranhas. Silêncios, olhares que antes diziam tudo e agora evitavam se encontrar. A cada dia que passava a distância crescia mais entre nós. E não era só por causa da merda com a Isabella. Era tudo. A maneira como eu me fechava, como tentava esconder o caos na minha cabeça, achando que era a melhor forma de protegê-la, quando, na verdade, só estava afastando ela ainda mais. E tudo que eu conseguia pensar ultimamente era que eu estava fodendo muito com ela... e com o que a gente tinha.
— Aqui está, Niñito — disse Dolores com a voz macia, colocando a xícara fumegante de chá ao meu lado sobre a mesa.
Levantei o olhar e a vi me observando com um carinho discreto, mas que me deixava exposto demais.
— Gracias — murmurei, forçando um pequeno sorriso.
Dolores assentiu com a cabeça, mas não se moveu. Ficou ali de pé, ao meu lado, como se soubesse que eu precisava de alguém mesmo quando dizia que não. Peguei a xícara entre as mãos, deixando o calor se espalhar pelos meus dedos. O primeiro gole foi quente demais, mas nem me importei. Eu queria qualquer coisa que me distraísse dos pensamentos.
— Você dormiu alguma coisa essa noite? — ela perguntou, cruzando os braços, desconfiada.
Neguei com a cabeça.
— Não dá pra dormir com a cabeça explodindo, ¿sabes?
Ela suspirou alto, como quem já esperava por isso. Caminhou até a pia, pegou um pano e começou a secar algumas louças que estavam ali, só pra ocupar as mãos.