Auditório

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Pov Marilia

- Pai?- Falei fazendo uma chamada.- Posso passar só essa noite aqui?

" Marilia a gente já conversou.- Ele falou respirando fundo, ele parecia cansado."

- É que a Maiara cortou o cabelo.- Eu falei um pouco manhosa.- Eu não queria deixar ela agora.

"Ok.- Ele falou pensativo.- Amanhã a gente vai sair pra ter uma conversinha"

- Uhum.- Concordei.- Te amo pai..

" Eu te amo meu amor"

Desliguei e voltei pro quarto, Maiara ainda estava chorando Almira e César tentavam acalmar ela mais a situação estava bem tença, na minha mochila tinha uma touca que eu carregava sempre peguei ela e esperei eles irem embora e me Aproximei com cuidado dela.

- Seus olhinhos estão ficando inchados.- Me sentei na cama do lado dela.- Não gosto quando você chora.

- Eu sempre cuidei tão bem do meu cabelo.- Ela chorou novamente e eu abracei ela.

- Ele vai crescer de novo e ficar lindo.- Sussurrei.- Você vai ver, enquanto isso que tal você usar?- Falei afastando ela e balancei a tuoca.- Eu usava ela muito antes.

- Eu lembro.- Ela soltou um sorrisinho.- Você fechava a cara e ficava pagando de malvada, ficava fofa.

- Não ficava.- Revirei os olhos.- Eu ficava mau.

- Só na sua cabeça.- Ela sorriu com jeitinho.- Ficava a coisinha mais fofa desse mundo.- Ela parou de chorar e focou a atenção em mim, ela passou a mão delicadamente no meu cabelo o que me deixou um pouco desconfortável pela situação.- Seu cabelo é lindo.- Ela Sussurrou.- Eu amo.

- Vai querer usar?- Voltei a atenção pra touca e ela concordou.- Eu coloco.- Falei colocando nela.- Ficou com cara de mau.

- Fiquei fofa.- Ela sorriu.

- Que tal a gente ir dá uma voltinha pelo hospital?- Falei sugestiva, eu precisava tirar ela daquele quarto mesmo que fosse pra um rolê aqui dentro.

- Eu já andei tudo aqui.- Ela revirou os olhos.

- Certeza que não.- Me levantei orgulhosa.-  Eu ando por esse lugar desde os quatro anos de idade.- Dei os ombros.- Tem um lugar incrível aqui.

- Não tem.- Ela falou debochando.

- Eu vou lá.- Falei dando as costas e saindo.- Fique aí sozinha.- Sai do quarto e encostei na parede de uma forma que ela não me visse.

- Marilia?- Ela me chamou e eu não olhei.- Garota chata.- ela resmungou e levantou, pegou o suporte e saiu arrastando pra porta.

- Sabia que você não iria resistir.- Falei sorrindo.

- As vezes eu te odeio.- Ela falou com um sorrisinho de lado.

- Vem.- Falei pegando o suporte e ajudando ela, começamos a andar em direção ao auditório, quando eu era pequena o hospital tinha várias apresentações prós pacientes no auditório mais com o tempo foi parando.

- Pra onde você está me levando?- Ela falou assim que entramos em um corredor um pouco isolado.

- A um lugar muito legal.- falei tentando abrir a porta mais estava trancada.-. Hmmmm.- Olhei pra porta e comecei a pensar.

- Tá fechada.- Ela resmungou.- Vamos voltar.

- Não não.- Falei e chutei a fechadura.- Caralho.- Resmunguei sentindo um dor muito forte porém a porta abriu.

- Você é louca?- Ela me olhou não acreditando no que tinha feito.

- Na minha cabeça iria doer menos.- Falei passando a mão no pé.- Tipo aqueles filmes que os caras chutam e agem normal.

Trilha Do DestinoOnde histórias criam vida. Descubra agora