Me levantei, peguei nas mãos frias de Emma e dei um selinho, ela estremeceu. Puxei uma cadeira para que ela se sentasse na minha frente.
—Você estuda aqui?— Quis saber com meus olhos fixos nela.
—Sim, meu pai se mudou a pouco tempo para Los Angeles.... — Seu sotaque mostrava que ela não era deste país.
—De onde você?
—México, tive que estudar bastante para aprender a falar o inglês básico. —Emma encarou uma mesa vazia ao lado.
—Posso te ajudar, se você quiser. Bom eu nasci aqui conheço tudo e mais um pouco.
—Não quero incomodar. — Emma ficou de pé. Parecia aflita com algo. Queria ajudar mas como eu só tinha visto ela uma vez eu não quis forçá-la, até para não assustá-la.
—Como conseguiu sair da explosão daquele dia? — Ela perguntou. — Fiquei preocupada com você — Emma não imaginava o quanto ficava linda com as bochechas rosadas.
Sem perceber fiquei feliz por ela ter se preocupado comigo.
—Se eu te contar você não vai acreditar....mas pulei a janela.Os olhos negro dela ficaram ainda maiores, apertando alguns livros na frente do corpo uma mochila verde nas costas. Seus cabelos castanhos escuros eram um pouco compridos em V, de estatura mediana, dona de um belo corpo, mas não era isso que me chamou atenção e sim a batida de seu coração.
Pensei em perguntar por Mia, mas achei desnecessário.
—Tchau. — Emma se despediu.
Fiquei olhando para ela até que desaparecesse, peguei minha mochila e corri para tentar acompanhá-la. Mas ela tinha desaparecido entre os alunos que tinham saído de suas sala indo para o refeitório.Mas de uma coisa eu tinha certeza: eu não me confirmaria até revê-la outra vez.
Encontrei meus amigos espalhado na grama debaixo de um pé de laranjeira conversando em círculos, eles não estavam sozinhos nossos amigos de futebol e as lideres de torcidas estava ao redor numa conversa animada. Peguei minha bandeja com meus dois sanduiche de peito de frango depois de muito implorar Nayara a cantineira ela me deu mas um sanduiche, meu suco de laranja natural tirada dali mesmo, peguei dois copo de batata frita e um pedaço de pudim e fui com a bandeja cheia. Joguei minha mochila na grama e mal me sentei fui bombardeado por perguntas sobre Klaus, mas não pode dizer a verdade sobre o que aconteceu de fato com ele, pois não estava somente nos, nossos colegas humanos estavam em volta.
—Começo de febre-menti— ele começou a ter convulsão, mas a Dra. Mabel deu um remédio pra ele. — Mordi meu sanduíche faminto. — Remédio muito bom, não demorou nada, estava ficando bem melhor. Ela disse que vai liberá-lo depois do almoço.
Falei e Pérola ficou aliviada com o estado do irmão.Olhei em volta na procura de Emma, mas com o tanto de adolescente na cantina não consegui encontrar. Devorei os meus dois sanduíches agora beliscando as batatas fritas, ainda procurando Emma. Não sei explicar por que essa minha curiosidade de saber mas sobre ela, algo em seu olhos como uma nuvem negra de algo profunda estava instalado lá. Eu queria ajudá-la, mostrar a ela que não estava sozinha, que eu poderia ser seu amigo. Poderia, não é?
— Procurando Ísis ou será...amiga dela...Dinah. — Pérola bufou procurando em volta.Não disse nada, encarei a bandeja pensando em Dinah que só agora eu lembrei que eu tinha conhecido ela e que agora ela tinha um nome, não era mas a garota dos meus sonhos, ela tinha um lindo rosto olhos cativantes, sorriso radiante e amava adrenalina. Mas algo que eu jurava sentir não sentir, não com tanta força como eu pensei, talvez pelo fato de ter criado tantas expectativas e não ter saído como eu tinha planejado. Sei lá, eu me senti um pouco fora de foco e ela desconcertada, não era como nos sonhos, onde dava pra sentir o toque do nosso amor no ar e o sabor dos nossos beijos. Mais ali... só sei que foi estranho não sei o que ouve pra ter sido tão frio o nosso primeiro encontro.
Eu precisava conversar com Anna, ela saberia me dizer o que de errado aconteceu para ter saído dessa forma. Jurava que fosse querer correr para seus braços, dizer: Até que enfim te encontrei. Mas nada aconteceu, a não ser o fato de ter ficado um pouco incomodado quando Marlon a pegou nos braços e rodopiou com ela. Só ali, meu coração se negava a ter mais que isso. Mas porque?
Fiquei ali em silêncio total com meus pensamentos mas emaranhado do que nunca com tanto de coisa que eu precisava mas de uma vida para resolvê-lo. Só ouvia de longe as gargalhadas de Pérola, depois Drica e Gabby, senti falta de ouvir as risadas de Ariel, nossa como ela fazia falta nessa roda.
Miguel se aproximou de mim igualmente Daniel.
— O que está acontecendo?— Perguntou o arcanjo. — Está distante, preocupado com Klaus?
— Não, ele está bem. Mabel fez um ótimo trabalho. Ela e dois anjos.
Daniel arqueou as duas sobrancelhas encarando Miguel que deu de ombros.
— A médica é um anjo?— Daniel ficou mais surpreso do que eu. — Porque?
— Vocês estão se despedindo da adolescência, coisas estranhas irão acontecer com os nefilins. Tanto que aconteceu.
— O que houve de fato com Klaus?— Quis saber Daniel preocupado.
—O corpo dele meio que....ficou em chamas. Mabel e os outros anjos conseguiram controlar as chamas — Murmurei.
— Meu Deus! — Daniel passou as mãos nos cabelos. — Isso vai acontecer com todos?
Miguel assentiu lentamente.
— Diferente para cada Nefilim, mas leve, moderado ou explosivo como foi com Klaus. Não quero imaginar como será com você, Jaziel. — Ah agora pronto, mais uma coisa para minha lista de preocupação, como se não bastasse o tanto que já tenho.
— Mas pode haver exceções, não tendo efeito colateral — disse por fim Miguel, mas ainda sim não me deixou convencido.
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Confronto Imortal Vol:01
FantastikContará a história de Jaziel filho de Valentina a Mensageira dos Anjos e de Gabriel um Arcanjo. Um jovem doce mais de pessoalidade forte que quer viver sua vida sem nenhum compromisso com a vida que seu pais levam. Tudo que ele mais desejar é viver...