𝐄lenα 𝐕ıttıelo é umα jovem humαnα que vıve αo extremo norte dαs 𝐓errαs 𝐌ortαıs longe o bαstαnte de quαlquer ser mαgıco ou humαnos ıntrometıdos, um lugαr αfαstαdo do mundo encαntαdo de 𝐏rythıαn, onde os seres mαgıcos e αs 𝐂ortes governαm. 𝐀pe...
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Elena umedeceu os lábios quando pegou firmemente a caixa de primeiros socorros, que continha os curativos e os algodões necessários para tratar os ferimentos de Lucien. Ao sair do banheiro, o quarto que Lucien passaria a noite estava parcialmente iluminado pela luz fraca que escapava das frestas das janelas. Seu olhar percorreu o espaço e encontrou Lucien sentado no chão.
Elena franziu o cenho se aproximando em passos cautelosos e quando encontrou o olhar de Lucien, ele abriu um sorriso dolorido.
— O que está fazendo aí? — Ela perguntou colocando a caixa na cama e se aproximando dele.
— Não quero sujar a cama — Ele murmurou e Elena arqueou uma sobrancelha, intrigada com a cena.
— Mas você está sujando o tapete — Elena disse e Lucien olhou para baixo no momento em que uma gota de sangue pingou no tapete branco.
— É mesmo, não é? — Resmungou fazendo uma careta — Desculpe.
— Acho que não tem problema — Elena soltou uma risada e se ajoelhou na sua frente.
Lucien observou seu movimentos atentamente, ele encostou as costas na cama mantendo uma perna esticada e a outra dobrada, Elena pegou a caixa e colocou do seu lado, ela o olhou por alguns segundos antes de esticar as mãos levemente trêmulas em direção ao curativo encharcado de sangue.
Elena tentou ignorar a tensão palpável que pairava no ar e desviou o olhar do abdômen definido de Lucien quando passou seu braço por cima da cabeça dele desenfaixando o ferimento. Seu foco está em aliviar a dor dele e não em ficar observando seus músculos definidos.
— Céus — Elena sussurrou ao ver os três cortes avermelhados que começavam um pouco abaixo do peito esquerdo e ia até o lado direito da pelve.
— Não se preocupe, não vai ficar cicatriz — Lucien disse quando culpa brilhou nos olhos de Elena e ela desviou o olhar pegando o algodão — Madja me deu alguma coisa para tomar, ela me disse o nome, mas eu esqueci — Lucien fez uma careta e ergueu a mão tocando o queixo de Elena para que ela o olhasse — Não se culpe por isso, hm? Estou bem.
— Você poderia ter morrido — Ela soltou uma lufada de ar — Mas estou feliz que esteja bem.
— Nem foi tão ruim assim, sabe? Se não tivesse acontecido, você não estaria aqui — Lucien sorriu galanteador e Elena soltou uma risada, disfarçando as bochechas vermelhas.
— Você poderia me ter ao seu lado a qualquer momento, só precisava pedir — Ela o lembrou, pegando outro algodão.
— Então, se eu quiser você a qualquer momento, eu poderei ter? — Ele perguntou, sem se preocupar em esconder o duplo sentido naquela frase.
Elena engoliu em seco se inclinado em sua direção, sua asa tocou o joelho dele e ela estremeceu levemente. Lucien esperou por sua resposta e tombou a cabeça levemente para o lado a observando.