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▪︎ Richard Ríos

Algumas semanas depois

Eu estava nervoso pra caralho. Nem mesmo quando joguei a minha primeira final ou quando fiz minha estreia pelo profissional, nada que eu havia vivido a minha vida toda se comparava ao que eu estava sentido agora. Eu tinha tudo o
que nunca pensei em pedir a Deus e era o homem mais feliz do mundo inteiro.
Ainda assim, aqui estava eu, tremendo como se fosse um menino. Eu sentia que iria sufocar, e nem estava usando gravata. Minhas mãos estavam molhadas de suor e o meu coração batia como um tambor em meu peito.

— E se ela desistir?

— Ela não vai desistir — garantiu Pedro.

E era óbvio que a minha loira não ia desistir, ela me amava, assim como eu era doido por ela.

— Ana está vindo!

Meu coração acelerou ainda mais. Puta merda. Eu ia morrer na noite do meu casamento. As portas da pequena capela se abriram, fazendo com que nossos
convidados se levantassem. Segundos
depois, Ana entrou de braços dados com Ricardo, que agora era o meu maior fã,  depois de todo inferno que nos fez passar, mas agora não era hora de relembrar o passado. Tudo o que pude é queria prestar atenção, era ela.

Ana Rodrigues!

A mulher que meu coração escolheu amar. A loira geniosa e de língua feroz que sempre me colocou de joelhos, desde antes de se tornar a mulher da minha vida. A princesa que me arrancava sorrisos nos momentos mais inusitados e que me fazia morrer de ciúmes, inclusive agora ao notar o seu vestido de noiva. A peça estava marcando demais as curvas do seu corpo, mas mesmo assim foquei no quanto ela estava linda. Não, linda era muito pouco. A minha loira estava deslumbrante e eu mal podia esperar para fazer amor com ela.

Apressei-me para encontrá-la no meio do caminho e abracei bem forte meu sogro. Ele se apressou para ir para o altar e eu puxei Ana para os meus braços, me segurando para não pular o ritual e beijar a sua boca. Não tive força suficiente. A beijei ouvindo os protestos de todo mundo na capela e me afastei
quando ela começou a rir com a boca grudada à minha.

— Você não podia esperar só um pouco?

— Não podia. Já esperei por tempo demais, princesa. Não vou desperdiçar um único segundo ao seu lado.

Minha loira me deu um sorriso emocionado e eu finalmente a levei para o altar. O juiz de paz riu da minha afobação e seguiu com a cerimônia.

Casamento. O antigo Richard riria da minha cara se eu contasse para ele que,
um dia, iríamos nos casar com a mulher mais linda e especial de todas. Nós trocamos as alianças, eu falei meus votos, Assim como Ana disse os dela e
quando o juiz nos permitiu que eu beijasse a noiva, senti que um Richard
completamente diferente havia acabado de surgir. Aquele era um Richard ainda mais apaixonado e dedicado, que
honraria a mulher em meus braços e a amaria até o fim dos seus dias.

Saí da capela com Ana em meu colo e tiramos diversas fotos, tanto sozinhos, como com a nossa família e nossos amigos, os que fizemos aqui e os que vinheram do Brasil para o nosso casamento, Ana não quis nada grandioso, e ela conseguiu organizar todo o nosso casamento em menos de um mês.

Já estávamos na festa, não tinha uma pessoa no mundo que estivesse mais feliz do que eu nesse momento, todos os nossos convidados pareciam entretidos demais em suas conversas e eu paroveitei para dar uma escapadinha com a minha mulher.

— Amor nossos convidados...

Não deixei ela terminar de falar, pouco me importava que eles fossem sentir a nossa falta, tudo que eu queria agora era beijar a minha loira, e mesmo ela negando, não demorou muito para ela ceder a vontade que estava tão grande quanto a minha.

— Eu não me canso de dizer o quanto eu te amo e o quanto você está linda. — digo assim que interrompemos o beijo.

— Eu também te amo Ríos. — falou e fez uma careta colocando a mão na barriga.

— Tá tudo bem amor ?

Antes que ela conseguisse me responder fez outra careta mas dessa vez também gemeu de dor.

— Ana o que foi ?

— Eu acho que nosso filho vai nascer.

— Mas não tá na hora.

— Avisa isso pra ele então.

Nem preciso dizer que entrei em pânico, não é? No trajeto da festa até o hospital, não sofri um ataque cardíaco por muito pouco. Aliás, acho que o que me impediu foi o fato de que a Ana estava apertando tanto a minha mão que eu mal sentia os dedos. Foram momentos angustiantes e o parto demorou um pouco, mas assim que escutei o choro do nosso bebê, senti que o mundo como eu conhecia havia mudado para muito melhor.

— Quer segurar, papai? — A médica pergunta para mim.

— E-eu?

— Pega o nosso filho, amor — Ana diz, soltando a minha mão.

Engulo em seco, sentindo os meus dedos tremerem.

— Tem certeza de que posso? — pergunto para a profissional. Seu sorriso é gentil e até um pouco maternal.

— Você deve.

Dobro o braço, tal qual ela me ensina, e então ela coloca o nosso pacotinho de amor bem ali, aninhado no meu colo.

— Ele parou de chorar — balbucio, sentindo lágrimas grossas escorrerem pelo meu rosto.

— Ele sabe que está seguro nos braços do papai — Ana diz e eu ando até ela, carregando o nosso filho e me inclino sobre a maca para que ela possa ver o
rosto pequenininho.

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Demorei mas apareci com um combo de casamento+nascimento do primeiro filho deles

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Até o próximo 😘

R.R.MOnde histórias criam vida. Descubra agora