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Eduardo Galvão

A noite tava calma demais pra ser verdade. Eu já tava contando os minutos pra acabar o turno, pensando em finalmente descansar, mas aí o rádio da viatura chiou: "Central pra viatura 305, invasão a domicílio reportada na zona norte. Possível furto na casa de um jogador de futebol."

Suspirei, meio cansado, e olhei pro meu parceiro, que me deu aquele olhar de "lá vamos nós". Liguei a sirene e fomos direto pro endereço. Não era uma área qualquer, afinal, tinha uma celebridade envolvida, e isso já dava pra imaginar que a coisa podia complicar.

Chegamos rápido. A casa era moderna, e tinha uma pequena multidão de curiosos ali na frente. Logo vi um cara agitado na entrada. Era o Gustavo, também jogador do time do Rafael, e parecia ter chegado primeiro.

- Você é o Gustavo, certo? - perguntei, só pra confirmar.

Ele assentiu. - Sim, eu que liguei. O Rafa tá vindo, não deve demorar.

Dei um aceno de cabeça e comecei a andar pela casa com a equipe. Tava tudo bagunçado: móveis virados, troféus espalhados, pedaços de vidro quebrado por todo lado. Mas, estranhamente, nada parecia ter sido levado. Aquilo acendeu um alerta na minha cabeça. Pra mim, ladrão que não leva nada ou é muito amador, ou tava com outra intenção.

Pouco tempo depois, ouvi passos apressados e vi o Rafael chegando. Ele tava perdido e frustrado, como se ainda não tivesse acreditado direito no que tava rolando. Fui até ele, tentando manter um ar tranquilo.

- Você é o Rafael Torres, né?

- Sou eu, sim - respondeu ele, agitado. - O que aconteceu aqui? Como conseguiram entrar?

Respirei fundo. - Ainda estamos investigando. Não parece um furto comum. Dá uma olhada aí e vê se tá faltando algo de valor. Amanhã, passa na delegacia pra registrar o boletim. Vamos ver isso com mais calma.

Enquanto ele andava pela casa, avaliando a bagunça, fiquei observando. Ele era um cara bonito. Mas tinha algo no olhar dele que eu não conseguia explicar, que mexeu comigo.

Depois que ele verificou tudo e confirmou que nada de grande valor parecia ter sido levado, me preparei pra sair, mas senti que não podia ir sem falar mais nada.

- Olha, Rafael, se lembrar de qualquer coisa, qualquer detalhe, entra em contato. Vamos fazer o possível pra achar quem fez isso.

Ele assentiu, mas dava pra ver que a cabeça tava em outro lugar. Saí da casa, mas o caso continuou na minha mente. Já lidei com muita invasão, mas essa parecia diferente. O vandalismo parecia mais intencional do que um roubo de verdade. Meu instinto dizia que essa história ia dar trabalho. "Esse vai ser complicado", pensei.

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Os capítulos estão curtos por causa da falta de criatividade, e eu só comecei a fazer essa fic por diversão mesmo.
Pode ser que tenha alguns furos, mas é pq não entendo muito sobre futebol e polícia.

Os personagens imaginem como quiser, mas vou descrever como imagino.

Rafael Torres
Branco, alto, meio forte, tatuado, olhos castanhos, cabelo castanho claro.

Eduardo Galvão
Pardo, alto, forte, tatuado, cabelo escuro, olhos castanhos.

prisão sem gradeOnde histórias criam vida. Descubra agora