28

201 30 7
                                    

Faltavam poucas horas para o início do jogo. Na noite anterior, Eduardo havia combinado com Gustavo, o melhor amigo de Rafael, para surpreender o jogador  com sua presença antes da partida, já que ele falou que não poderia ir dia a. Gustavo mencionou que Rafael estava desanimado.

— Pode vir, estamos de boa por enquanto — respondeu Gustavo, enviando uma mensagem rápida a Eduardo.

Eduardo entrou no estádio e seguiu pelos corredores que levavam aos vestiários. Se aproximando dava para escutar as vozes dos jogadores. Ele avistou Gustavo, que acenou e sorriu de forma cúmplice. Os outros jogadores pararam por um momento, curiosos com a presença inesperada.

Rafael, já vestido com o uniforme, conversava animadamente com Thiago e Victor enquanto ajustava os cadarços de sua chuteira.

— E depois daqui, vamos para onde? — perguntou Thiago, já imaginando a celebração pós-jogo.

— Cara, tu já tá pensando em farrear — retrucou Victor, rindo e balançando a cabeça. — Eu vou é ficar com minha mulher.

Rafael notou que Gustavo estava distante, mexendo no celular com um sorrisinho misterioso.

— Rafa, vem cá. Fecha os olhos, tenho uma surpresa — disse Gustavo, com um brilho nos olhos.

Rafael, surpreso e curioso, obedeceu e se levantou, fechando os olhos. Gustavo fez um sinal para Eduardo, que se aproximava com passos firmes. Quando estava a poucos metros de distância, Gustavo anunciou:

— Pode abrir.

Rafael abriu os olhos e se deparou com Eduardo, parado à sua frente com um sorriso largo. Por um instante, ele ficou confuso.

— Edu? Mas você... — começou Rafael, fazendo uma careta, ainda sem acreditar.

— Desculpa, amor. Eu menti. Queria fazer uma surpresa — respondeu Eduardo, enquanto colocava as mãos na cintura de Rafael.

— Caralho, Eduardo! Pensei que você não poderia vir — disse Rafael, com um tom de falsa indignação, mas logo deu um passo à frente, segurando a nuca de Eduardo e diminuindo a distância entre eles.

— Mas eu tô aqui agora, e isso é o que importa — sussurrou Eduardo, beijando a bochecha de Rafael e o puxando para um abraço apertado. Eles estavam em uma área mais afastada do resto do grupo.

Rafael não resistiu e iniciou um beijo, Eduardo com um toque carinhoso. O beijo terminou com pequenos selinhos, trocados sob os olhares discretos dos colegas.

— Quero que você fique na melhor parte da arquibancada — disse Rafael, com um sorriso que misturava emoção e nervosismo.

— Vou ficar, amor — respondeu Eduardo, selando o momento com um beijo suave no pescoço do jogador.

-----

Tô sem criatividade 🤯

prisão sem gradeOnde histórias criam vida. Descubra agora