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O jogo começou a luz iluminava o campo, a torcida vibrava de expectativa na arquibancada. Rafael entrou no campo, feliz por Eduardo estar ali. Os aplausos e gritos ecoavam no estádio, Eduardo estava na arquibancada, o jogador o colocou no lugar com a melhor vista do campo. Acompanhava cada movimento do futuro namorado? Atento e orgulhoso.

A partida se desenrolou, nos primeiros minutos, o time adversário tentou colocar pressão. Rafael, jogando como atacante, mostrava sua habilidade em driblar os marcadores. Ele recebeu um passe perfeito de Thiago e, com um toque ágil, driblou o goleiro e chutou firme para o fundo da rede.

— Goooool! — o estádio comemorou. Rafael correu até a lateral do campo, apontando para a arquibancada onde Eduardo estava. Eduardo aplaudiu animado, sentindo orgulho do seu jogador. O jogo continuou acirrado. O adversário tentou empatar, mas a defesa manteve-se firme.

...

Quando o árbitro apitou o fim do jogo, o placar marcava 2 a 0. A torcida aplaudia de pé, enquanto os jogadores comemoravam no centro do campo. Rafael olhou mais uma vez para a arquibancada, encontrando os olhos de Eduardo, que sorria.

....

Quando Rafael foi para uma das entrevistas, uma garota pulou em cima dele, puxando seu rosto para um beijo. Rafael ficou em choque, tentando entender o que estava acontecendo. Segundos depois, empurrou a garota desconhecida. Não a conhecia e muito menos esperava por aquilo. Procurou Eduardo, olhando ao redor, mas não o viu. Uma mulher com uma câmera gravava tudo, e as pessoas ao redor faziam muitas perguntas, mas ele não conseguia raciocinar.

Depois de ser liberado, Rafael foi procurar Eduardo. Ligou e mandou mensagens, mas ele não respondia. Então, foi atrás de seus amigos, encontrando Thiago e Gustavo juntos.

— Gustavo, você viu o Eduardo por aí? Ou ele te avisou que ia embora? — perguntou, aflito.

— Não, mas você já viu as notícias sobre esse beijo? Já tem um monte circulando. — disse Gustavo, com uma expressão de preocupação.

— Puta que pariu... — murmurou, colocando a mão no rosto. — Ele deve estar furioso, mas foi um mal-entendido. Eu nem sabia quem era aquela garota. Que droga. — suspirou.

— Vixe, problemas no paraíso? — comentou Victor, entrando no vestiário. — Acho que já entendi o que rolou.

— Poxa, cara, o Eduardo é tranquilo. Vocês vão se resolver. — disse Thiago.

— Espero que sim... — respondeu Rafael, suspirando e esfregando a cabeça.

Foi para o hotel, tomou um banho rápido e ligou novamente para Eduardo. Na terceira tentativa, ele atendeu.

— Alô? Eduardo, por que você não me avisou que ia embora? — perguntou Rafael.

— Rafael, eu sei que a gente não tem um relacionamento sério. Somos só ficantes, mas quero acabar com isso que criamos. — disse Eduardo.

— O quê? Eu fiz algo? É por causa do vídeo? Eu nem conhecia aquela garota, e nem esperava aquilo. — justificou-se Rafael.

— Olha, não quero mais continuar com isso que temos. — respondeu Eduardo, firme.

— Porra, quando você ficou de conversinha com aquela mulher no aniversário, eu não falei nada. Mas agora, quando tento me explicar de algo que não fiz, você não me escuta, caralho! Se você quer tanto acabar, tudo bem. Não te incomodo mais. — disse Rafael, furioso e ofegante. — Vamos conversar pessoalmente, Eduardo!

— Tem um monte de vídeo seu, no meio da entrevista, beijando outra pessoa. Se eu soubesse disso, nunca teria me envolvido com você. Acabou, Rafael. Não vou te incomodar também! E não quero te ver hoje nem nunca. — finalizou Eduardo, desligando a ligação.

Ambos ficaram com raiva e tristes por tudo ter acabado daquele jeito. Mas fazer o quê, né? Acontece.

Rafael: "Onde vocês estão? Quero beber."
Victor: "Rapaz... brigaram?"
Gustavo: "Eita, que caraí."
Thiago: "Vixe, deu ruim. Estamos na boate, vem pra cá."
Rafael: "Terminamos algo que nem tinha começado. Que se foda. Chego aí em alguns minutos."

Rafael tomou outro banho rápido, ainda pensando na discussão com Eduardo. — Porra... — murmurou, jogando a cabeça para trás e suspirando. Vestiu a roupa, pegou as chaves do carro e saiu.

Na boate, as luzes coloridas brilhavam forte e a pista estava lotada. Os amigos estavam lá, na maior resenha. Tinham reservado um camarote, uma área mais privada, cheia de bebida.

— Olha quem chegou! Vem beber, cara. — disse Matheus, entregando um copo cheio.

Rafael pegou o copo, cumprimentou alguns amigos e se sentou perto de Gustavo.

Naquela noite, Rafael bebeu muito e beijou algumas pessoas. Mas a única boca que ele queria beijar não estava ali.

— Rafa, anima aí, caramba. Brigou com a namorada? — perguntou Matheus, que estava perto dele.

— Nem me fale. — respondeu Rafael, revirando os olhos e tomando mais um gole.

— Fica assim não, cara. Vida que segue. — disse Thiago.

— Que droga... — falou, com a voz embargada. — Eu poderia estar comemorando com ele agora. — disse Rafael.

Ele se afastou do grupo e levou uma garota em direção ao carro, encostando-a. Iniciaram um beijo e ele a segurou pela nuca, entrelaçando os dedos em seu cabelo. A garota deslizou a mão até a cintura de Rafael, mas ele a segurou, interrompendo o beijo.

— Pode voltar, não tô afim. — disse ele, empurrando ela de leve, abrindo a porta do carro e saindo cantando pneu.

Chegou em casa, nem tomou banho, apenas se jogou na cama e adormeceu.

prisão sem gradeOnde histórias criam vida. Descubra agora