O sobrenome Stark sempre carregou peso...
Genialidade, inovação, perigo. Meu pai construiu um império criando coisas que o mundo não sabia se deveria admirar ou temer. Durante anos, eu tentei equilibrar isso por ele, como se fosse minha responsabilidade impedir que o caos escapasse de suas mãos.
Percebo o real peso disso no momento em que atravesso os corredores das Indústrias Stark ao lado de Natasha.
Funcionários passam por nós com expressões tensas, cochichos baixos, tablets pressionados contra o peito. A empresa inteira parece respirar de forma irregular.
- Ele está decidido - Nat murmura sem me olhar. - Pelo menos acha que está.
- Ele sempre acha - respondo sem amargura.
Paramos diante da sala de reuniões principal. As paredes de vidro deixam à mostra a mesa longa, as cadeiras alinhadas, a tela desligada esperando projeções de algo importante. Por um instante, vejo meu reflexo no vidro: postura ereta, expressão séria, olhos atentos e ombros tensos.
Natasha segura minha mão por um segundo antes de soltá-la.
- Seja o que for que aconteça... - ela começa.
- Nós nos apoiamos - completo.
Ela assente e então entramos. Havia alguns executivos conversando com rostos sérios enquanto analisavam alguns papeis.
Tony já está lá de pé, falando ao telefone. Quando nos vê, encerra a ligação com um gesto impaciente.
- Estavamos esperando vocês - diz. - Sentem-se.
Pelo seu tom de voz, aquilo não era um pedido.
Sentamos. Natasha abre sua pasta, organizada e precisa como sempre. Eu cruzo as mãos sobre a mesa.
- Imagino que já saibam - Tony começa, andando de um lado para o outro - que a proposta avançou. O governo quer um posicionamento oficial até o fim da semana.
- E você quer dizer sim - digo sem rodeios.
Ele me encara, surpreso apenas por um segundo.
- Não estamos falando de bombas jogadas ao acaso. Estamos falando de tecnologia defensiva.
- Armas - Natasha corrige com a voz calma. — Ainda são armas.
Tony suspira passando a mão pelo rosto.
- Eu já tive essa conversa antes. Com você. Com outros. - Ele olha para mim. - Achei que você entenderia.
- Justamente por entender é que estou aqui - respondo.
Ele se senta, finalmente.
- Você construiu esse império com a ideia de que poderia controlar tudo - continuo. - A diferença agora é que você sabe que não pode.
Tony abre a boca para responder, mas Natasha intervém.
- Do ponto de vista jurídico - começa ela, profissional - os contratos propostos transferem parte da responsabilidade, mas não o impacto moral. Se algo sair do controle, o nome Stark ainda estará lá.
- Sempre esteve - Tony rebate.
- E sempre pesou - digo.
O silêncio se instala. Tony me encara com atenção renovada.
- Você acha que eu não pensei nisso? - pergunta mais baixo.
- Eu acho que você pensa em soluções técnicas para problemas humanos - respondo. - E esse é o risco maior.
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Another Love
RandomS/N Stark vivenciou um relacionamento dramático ao lado de Wanda Maximoff, com o fim dele, S/N se mudou para a Inglaterra onde continuou trabalhando na filial local das indústrias de seu pai, Tony Stark. Após 3 anos, ela retorna para o casamento de...
