Epílogo

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O tempo passou de um jeito curioso.

Não rápido demais e nem lento demais. Ele simplesmente passou e pela primeira vez na minha vida, isso não me assustou.

Três anos namorando com Natasha Romanoff. Três anos de escolhas diárias, de conversas difíceis, de risadas no meio do caos, de amor dito e reafirmado. E um ano morando juntas, aprendendo que dividir um espaço é também dividir silêncios, manias estranhas e camisetas, que misteriosamente somem e aparecem no corpo da sua namorada quando ela se troca para dormir.

Hoje, estávamos indo à casa de Steve e Peggy para conhecer a nova bebê deles. Sarah.

— Você tá nervosa - Nat comentou enquanto dirigia e me olhava de canto.

— Eu não tô nervosa. - retruco rapidamente. Talvez rápido demais.

— Você reorganizou o presente três vezes no banco de trás.

— Isso se chama cuidado.

Ela riu.

— Claro... Cuidado. Totalmente diferente de nervosismo.

— Eu só... - suspirei — é um bebê, Nat. Um bebê humano. Pequeno. Frágil. Que chora. A última vez que peguei um bebê no colo, foi Morgan...

— Mas você já enfrentou ameaças piores.

— Nenhuma delas tinha três quilos e dependia emocionalmente de um adulto.

Ela estendeu a mão e entrelaçou os dedos nos meus enquanto soltava uma risada que causava cócegas na minha barriga.

— Vai ficar tudo bem... E se não ficar, Steve e Peggy definitivamente estarão por perto.

— Isso não ajuda.

— Ajudou um pouco - disse ela sorrindo.

***


A casa de Steve e Peggy estava cheia de vida. O tipo de bagunça boa, de lar que cresce. E assim que entramos, Pepper foi a primeira a nos abraçar.

— Vocês chegaram! - disse minha mãe animada. — Seu pai está tentando explicar para o Clint como segurar um bebê sem parecer que vai desmontá-lo.

— Eu estou sendo extremamente cuidadoso - a voz do meu pai ecoou da sala. — Isso aqui é engenharia de precisão!

— Tony, ela não é um reator - Pepper respondeu automaticamente.

Ri antes mesmo de ver a cena. 

Quando fomos para a sala de estar, damos de cara com a seguinte cena:

Wanda conversava com Peggy no sofá, Yelena estava agachada no chão fazendo caretas para um Clint desconcertado enquanto Peter ria, Sam e Bucky discutiam em voz baixa sobre quem seria o melhor tio.

— Isso é... - Nat murmurou ao meu lado, com a mão em minha cintura — estranhamente perfeito.

Steve apareceu com Sarah nos braços, parecendo simultaneamente o homem mais forte do mundo e alguém completamente rendido.

— Vocês chegaram bem na hora - ele disse sorrindo. — Ela acabou de acordar.

Peggy se aproximou com um sorriso que misturava orgulho, cansaço e felicidade.

— Querem conhecê-la?

Meu coração fez algo estranho dentro do peito e eu aperto o presente contra o meu corpo como se fosse um ursinho de ajuda emocional.

— Eu... posso? - perguntei quase tímida.

Peggy assentiu e Steve colocou Sarah nos meus braços depois de entregar o pacote com o presente para Peggy.

Another LoveOnde histórias criam vida. Descubra agora