Estranhos perante a luz
se refugiam no breu da noite,
onde é que se produz
força assim, cavalgando à foice?
Se a neblina densa te cobrir
não te assustes, há sempre alguém
a quem irás seguir.
Hoje não há ninguém.
Ontem o que te cativa,
hoje te repele.
Ontem o que te ilumina,
hoje te escurece.
O hoje é quem te matará,
se estarás pronto não é questão,
a morte te sugará,
a morte é inquisição.
A morte é a tua alma,
a morte é luz em ascendência,
a morte está na vida mascarada,
a morte é um, sem insistência.
- William Philippe. 05.06.15
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Victoriam
PoesiaÀ poesia da morte. Fadado ao fracasso, sou um ser flagelado. Composto de poemas, pessimistas misturados.
