1 mes depois...
Kevin
-Você vai se atrasar pra escola Kim.
-Não vou!
-A vai sim, ultimo mês de aula e você vai.
-Não preciso ja conclui o ano. Não preciso mais ir. Minhas notas são excelentes e esse último mês é pra quem tem que ficar puxando o saco dos professores pra passar de ano.
Penso sobre o que ela disse. E apenas concordo, apesar de ter só 15 anos ela tem uma inteligência que até agora com meus 24 anos não consegui ter.
Me arrumo, tomo um café requentado e vou trabalhar. O dia passa com grande demora e eu fico entediado na maioria do tempo. Só vendo as pessoas indo e vindo pela porta. Nada de alunos novos nem nenhum serviço pra mim além de controlar a música que toca la dentro.
Antes da última aula o Charles me avisa que posso ir embora mais cedo. Saio cansado e decido ir andando um pedaço do caminho por ser um bairro bonito aproveito a paisagem. A rua estaria deserta se não fosse por um vulto mais a frente. A iluminação não ajuda então só sei que é uma mulher pelos cabelos soltos a balançar. De repente ouço um barulho angra a, quando olho vejo outro vulto mas esse era um homem, pelo andar e trajes não era morador. Ele fala sozinho como um maluco e olha fixamente pra moça a frente, sem ao menos me notar a sua frente.
Ando mais rápido até chegar mais perto da moça que percebe e começa a andar mais rápido com medo. Eu corro então e puxo ela pelo braço virando bruscamente em um beco entre uma casa e outra. O lugar é pequeno nossos corpos estão colados, então eu sinto um cheiro característico e familiar.
-Você tem que perder essa mania de me salvar. Tá ficando estranho já, to começando a achar que é perseguição de psicopata.
Só consigo ver o sorriso mas eu já sei quem é. E ela etava certa, essa história de sempre salvar ela tava ficando muito estranho.
-Acho que o destino colabora muito com você. -digo.
Nossos rostos estão colados e sua respiração está começando a acelerar. Eu até me afastaria e deixaria ela em lugar seguro. Mas algo me impede de sair dali e é justamente ela. Uma força sempre me puxa pra ela. E é essa força que me fez beijar ela ali. Mas foi por minha vontade que eu continuei depois que ela retribuiu.
Nossas bocas se separam assim que ouvimos uma voz a falar sem parar "cadê ela, cadê ela" e ela tem o impulso de sair mais eu a seguro e, com um gesto, peço pra ela fazer silêncio.
Ela assente. E o vulto passa. Espero ele se distanciar e saio.
-Viu, foi disso que eu te salvei. -digo. -por nada!
-Acho que já te agradeçi.
-Não vou nem perguntar porque você está andando por ai sozinha, numa rua escura e longe de casa.
-Não pergunta mesmo.. -Ela fala com pesar na voz e abaixa a cabeça.
Eu só coloco meu braço envolta do seu ombro e sigo.
Lara
1 hora atrás
-Você não falou que íamos jantar fora? -pergunto pro Enzo quando ele coloca o carro na garagem de uma casa enorme.
-E vamos, fora significa qualquer lugar fora do bar e da sua casa. Não inclui a minha.
Eu sorrio e apenas observo. A casa tem um estilo antigo, alta e a fachada amarela. Tem variar janelas com acabamento em madeira e a porta parecia desenhada a mão. O interior era de tirar o fôlego, a decoração combinava com a fachada da casa e tinha várias fotos espalhadas pela casa, dele com o que eu suponha que seriam seus pais.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Fatos do destino
RandomKevin cresceu na periferia, de tudo que podia ser aprendeu com seu irmão que a vida não era justa por isso roubavam para equilibrar as suas vidas. Quando seu irmão morre ele se vê diante de uma promessa que promete mudar sua vida.
