20 de Agosto de 2014, 07h12 a.m - Santa Isabel, Hospital - Candice Smith.
Cá estou novamente, ao hospital onde no dia anterior eu e minha família descobrimos, que eu estava uma porra de uma doença hereditária.
Ontem mesmo, em casa, tu foi esclarecido por meu pai do porquê da doença. A minha avó, mãe do meu pai, já falecida, teve câncer de mama, estar aí à explicação por eu ter essa maldita doença. Entretanto, eu não vou ficar me martirizando por eu ter essa porra de doença. Todos, inclusive você, poderia estar com o câncer. Todos, inclusive eu, posso combater o câncer de mama. Eu posso ver-me livre desse tumor. Até por que, esse tipo de câncer, é o mais, hum, curável de todos.
Eu vou fazer de tudo, tudo que tiver ao meu alcance para livrar-me do câncer. Até mesmo encarar os malditos tratamentos, extramente fortes. Eu poderia ficar horrivelmente magra/gorda; conter-me pela perda de cabelo; ter até mesmo logo uma menopausa precoce; feridas em qualquer lugar do corpo; infecções e sei-lá-mais-o-quê.
Estava sentada em uma poltrona, terrivelmente confortável, em uma sala exclusivamente para quimioterapia. Estava eu e mais três pessoas naquela sala de porte médio. Havia chegando às 07h00, acompanhada por meu pai e minha mãe, e por bastante insistência de minha parte, pedi para Justin não vir. Eu só não queria, fazê-lo ver, eu na minha primeira quimioterapia, que segundo o doutor não teria tempo determinado, esse tal tempo, irá ser dado, às circunstâncias que o tumor vá a parar de crescer, mas os resultados podem vir com apenas 1 mês do começo do tratamento. Eu iria fazer a quimioterapia, com intervalo de vinte e um dias a cada sessão.
- Bom dia. - Olhei para o lado, a porta, e lá estava uma enfermeira, sorridente.
Apenas, ri de lado e respirei fundo ao notar que em suas mãos estava uma bandeja pequena com algodões, uma liga, uma injeção, e uma bolsa de soro.
- Você é a Candice Smith? - Perguntou.
- Eu mesma.
- Okay. - Disse, e pôs a bandeja em uma mesa que havia ali, e anotou algo em sua prancheta. - Vamos começar? - Olhou-me e, não foi uma olhar, hum normal, foi um olhar que transbordava pena.
- Não precisa me olhar assim. - Digo e olho para baixo. - Isso só é uma das dificuldades que todos nós enfrentamos na vida, e essa é a minha, a minha pedra no meio do caminho, que eu vou fazer de tudo para tirá-la. - A olhei, e depois para meus pais, que sorriram fraco.
- Você tem toda razão. - Disse a enfermeira. Pegou a liga, pôs amarrada no meu pulso, pediu para eu fechar a mão, passou o algodão com álcool em minha mão, encontrando assim a veia que procurava e posicionou a agulha, logo despejando todo o liquido que havia na injeção em minha veia. E pôs em cima, um esparadrapo, apara a agulha não sair do local.
- Aqui ainda não chegou à quimioterapia, tá? - Disse e eu assenti. - Por enquanto é só um soro. - Depois, ela foi em direção maleta, pegou uma bolsa que havia um liquido vermelho, a direcionou ao pequeno porte de ferro ao meu lado, onde em sua "superfície" estava pendurado o soro que eu estava injetado em mim, o pendurou também, e juntou os fios dos dois soros - o do líquido incolor e do vermelho -, fazendo assim, os dois passarem por os pequenos tubos, e indo, vagarosamente para minha veia.
- Que liquido vermelho é esse? - Pergunto.
- Nesse liquido vermelho, estão dissolvidos os remédios. No caso, o câncer de mama, há mais de dez medicamentos que podem ser usados isoladamente ou em combinação de duas ou três drogas.
- Então, estar começando a quimio?
- Sim. - Mordeu os lábios.
Eu entendi o porquê da enfermeira ter mordido os lábios. A quimioterapia era o tratamento que dava mais medo nas mulheres, por conta de seus efeitos colaterais. Por conta de seus medicamentos extremamente fortes.
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By Your Side
Teen FictionOlho em seus olhos e ainda consigo enxergar o mesmo brilho de antes. Seu sorriso me contagia e mesmo com todas as outras, pra mim, você continua sendo a mais linda. Você disse que me amava e disse que amava você de volta, mas me diga, garota. Por q...
