42 - But she will not die, Justin!

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22 de Setembro de 2014, 03h017 p.m – Santa Isabel, Hospital – Justin Bieber.

Fazia horas que eu estava ali, sentado na merda daquela cadeira dura de hospital, batendo os pés no chão frequentemente. Pelas informações dos pais de Candice, ela estava com uma dor de cabeça extremamente forte e começou a vomitar, e não era qualquer vômito, era sangue. Com tudo isso acontecendo, Candice teve que ir direto para o centro cirúrgico, pois segundo o doutor, mais uma crise do tipo, a vida da minha Candy estaria em risco.

Ela não poderia estar em risco.

Agora ela está lá, em uma cama de um centro cirúrgico, desacordada com vários especialistas mexendo em seus seios, para tirar o tumor maligno.

Eu só espero que ela acorde. Apenas isso.

Estava andando que nem um zumbi pelos corredores estreitos daquele hospital, no qual Candy sempre fazia o seu tratamento. Entrei no banheiro que existia ali, abri a porta de uma das cabines, entrei e fechei. Sentei no vaso - com a tampa para baixo - passei as mãos em meu rosto. Esfreguei meus olhos, ergui as mãos para meu cabelo e cocei atordoado.

Eu só queria chorar, parecia que tinha um elefante em minhas costas. Eu estava sobrecarregado, estava com medo de perder uma das pessoas que eu mais amo nesse mundo.

- Minha pergunta é: por que as pessoas boas se dão mal na vida? Puta que pariu, aquela é a Candice! - Falei soluçando. - Logo com ela, caralho. - Chutei a porta. - Ela não merecia isso, não merecia. - Soquei as paredes e deslizei entre elas. - O que ... acontece ... depois ... da morte? - Limpei meus olhos com meu antebraço.

"Mas ela não vai morrer, Justin!"

Dói-me pensar, dói sentir que ela algum momento poderia estar fedendo, em decomposição, em um caixão. Sem vida, sem o seu sorriso belo para dar e vender.

"Mas isso não vai acontecer, Justin!"

- Merda, eu não posso pensar assim. Candice vai ficar bem. Eu sei que vai! - Falei sozinho novamente, limpei meus olhos, levantei.

Sai da cabine, fui em direção a pia, abri o registro da torneira e abaixei minha cabeça. Junto com minhas mãos, juntei as duas levei para debaixo da torneira, acumulando água e jogando em meu rosto o limpando, fiz esse processo mais vezes, molhei meu cabelo, o arrepiei. Tirei a jaqueta a qual eu estava vestido até então, enxuguei minhas mãos e meu rosto com aquela peça, e depois amarrei em meu quadril.

Respirei fundo, olhei para o meu reflexo no espelho e eu, obviamente, estava completamente vermelho.

"Ela está bem! Confie."

Peguei meu celular e vi que era 05h13 da tarde. Candice estava na sala de cirurgia mais ou menos seis ou sete horas.

- Eu não vou te perder, babe. - Alisei a foto de nós dois no meu papel de bloqueio. - Eu juro. - Guardei o celular no bolso da frente e fui à porta de entrada e saída do banheiro.

- Por favor, me ajuda. - Olhei para cima e saí dali.

- Onde você estava? - Perguntou dona Pattie ao me ver chegar.

- No banheiro. - Olhei pra porta onde os cirurgiões passaram para começar a operação.

- Está quase terminando. - Ouvi a voz de Jonas, que estava sentado ao lado de sua esposa, olhando pro nada.

- Eu quero ver ela. - Desabou Morganna. - Quero ver minha filha.

- Fica calma, filha, por favor. - Consolava Márjoree. - Você mais do que ninguém, sabe o quanto nossa criança é forte.

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