52 - Epílogo

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12 de Abril de 2015, 03h36 p.m - Condomínio Puerto Rico, Casa do Justin - Candice Smith.

- Candy? - Falou Pattie a abrir a porta de sua casa. Pude notar por sua aparência, que estava bem cansada.

- Posso entrar? - Falei baixo.

- Claro. - Deu-me espaço para passar. Entrei no cômodo, o ar daquela casa estava bem triste, silenciosa. - Pensei que ia demorar mais você aparecer aqui. - Começou.

- Eu, eu preciso sentir a presença dele. - Senti meus olhos lacrimejados. - Eu tô me sentindo tão sozinha, Pattie. - Sentei-me no sofá. - É horrível ter a sensação de que, se eu eu ligar no celular dele, ele não irá atender. - Limpei as poucas lágrimas que estavam começando a se expandir por baixo de meus olhos.

- Eu sou a mãe dele, Candy. - Sua voz falhou. - Durante esses dias, tá sendo horrível não ter a presença dele aqui nessa casa. - Sentou-se ao meu lado. - O meu menininho que eu pus no mundo, cuidei, dei amor não tá mais aqui. - Desabou. Pus a mão em minha boca pra abafar o choro. Desabei também. - Todo segundo passo pelo quarto dele, está do mesmo jeito que ele deixou, mas ... sem ele. - Fungou. - Eu quero pensar que ele está na sua casa, com você, mas ... não dá. - Pôs as mãos em seu rosto. - Sempre vem a cena dele no chão. - A abracei forte. Misturamos nossa dor.

Havia se passado uma semana.

Uma semana nada fácil.

Sempre pensava que ele estava indo me ver, pensava que ele estava com os garotos, mas não.

Dava-me uma vontade louca de ligar para ele, só pra ouvir sua voz rouca me chamando de meu amor.

Esses dias, eu estava tentando curtir a minha solidão. Às vezes é bom estar apenas você e você mesmo.

- Eu posso ir no quarto? - Limpei todo o meu rosto.

Pattie assentiu.

- Ele chamou seu nome até o último suspiro. - Disse minha sogra acariciando meu rosto.

Ele prometeu isso.

Andei vagarosamente pelo corredor enorme, já podendo ver a porta do quarto do Justin.

Ajeitei a bolsa em meu ombro, funguei pus alguns cabelos cabelos que estavam em meu rosto detrás de minhas orelhas. Parei na porta do quarto, respirei fundo, pus minha mão em volta da maçaneta e a girei. Empurrei a porta devagar, podendo ver brechas de seu quarto. Entrei e fechei a porta atrás de mim. Passei meu olhar por todo o quarto, podendo sentir seu cheiro.

Puxei o ar.

Dei pequenos passos por todo o quarto, podendo observar tudo que tinha ali, tudo que ele tinha deixado ali: arrumado ou desarrumado.

Sentei em sua cama, com os lençóis largados pelo almofado. Olhei por todo o canto, até meus olhos chegar em seu celular. Mordi meus lábios e peguei. Apertei o botou do meio do celular, na parte inferior e a tela se acendeu.

Ri.

Era uma foto nossa, fazendo um bico super feio encostando nossos lábios.

- Te amo. - Beijei a tela do celular. Deixei o celular do meu lado, e vi seu violão. O peguei, sentei em sua cama e comecei a dedilhar. Olhei para frente e vi uma foto nossa, em sua cômoda.

Iria cantar uma música que tinha escrito alguns dias.

Ontem te falei que você é tudo que eu mais quero

E o meu coração só tem lugar pra você, só vocêEssa mistura louca de desejo
Me perco toda vez que eu te vejo
Eu sei, sem você não tem rima a minha canção
Você inspira os meus sonhos
Eu venço a solidão

Toda vez que eu ouço a sua voz

Sinto o gosto do seu beijoQuero ser seu mundo
Vem com tudo
Vem matar o meu desejo

Quero mergulhar no azul desse olhar

Poder navegarQuero te dizer sem medo de amar
Eu quero você
Quero mergulhar no azul desse olhar
Poder navegar
Quero te dizer sem medo de amar

Eu quero você pra mim

Eu quero você pra mim

09 de Novembro 2019

- VAMOS. - Gritei indo correndo em direção ao mar, junto com os meus amigos. Eternos amigos.

Tínhamos acabado de nos formar: eu em odontologia, Hinet em arquitetura, Brooke em direito, Cait em estilista, Chris e Rayn em contabilidade e Chaz em medicina veterinária.

Pulamos algumas ondas até chegar na parte "funda" e nos abraçamos, sorrimos um para o outro, desejamos parabéns.

Tinha se passado 4 anos, estava com 21 anos, havia acabado de me formar.

Aconteceu bastante coisa durante esse período: eu emeus amigos entramos na mesma Universidade; em algumas ocasiões eu sempre desfilava para a grife da minha mãe, que estava sendo conceituada e uma das melhores lojas de lingerie do mundo. Ah, falando na minha mãe, agora eu tenho um irmãozinho de 1 ano, minha mãe descobriu que estava grávida no final de 2017. O que foi uma surpresa e uma alegria pra família Smith. Pattie e Jeremy estão tentando há um ano ter outro filho - Pattie me disse, e uma de minha visitas semanalmente a sua casa. Nessas visitas eu sempre ia no quarto de Justin, era sempre bom estar lá. Eu arrumava uma coisa ali, outra ali, que eu mesma bagunçava. Pattie diversas vezes já me pegou chorando olhando para as roupas de Justin, e uma vez tivemos até uma conversa que, eu nunca gosto de me lembrar?

Flashback ON

- Se entrega ao novo amor, Candy. - Olhou-me com piedade.

- Eu não consigo Pattie. - A olhei nos olhos. - Eu nem tento. Eu ... eu só não quero. - Mordi meus lábios. - Talvez um dia, eu posso tentar, posso amar. Mas não vai ser a mesma coisa. Eu sei disso. Eu nunca vou amar alguém como eu amo seu filho.

Flashback OFF

Mas aquilo era verdade, eu não me vejo com mais homem algum a não ser Justin.

Eu sempre prometi a Justin que estaria do seu lado em todos os momentos.

Até depois do fim.

- VEM PRA CÁ, CANDY. - Ouvi Brooke me gritar, vendo que a correnteza da maré tinha me levado mais pra parte rasa .

Olhei pro seu sorrindo e disse:

- Sempre vou estar ao seu lado, meu amor. - Beijei minha aliança.

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