Memories

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Entramos e se sentamos em algumas cadeiras na frente de um delegado.
Ele fez algumas perguntas, mas tudo foi pela briga das garotas. Algum tempo depois, nossos responsáveis chegaram.
Meu pai me olhou decepcionado.

Mit... achei que você tinha mais juízo, saiu de casa e sumiu por horas. Quando te acho, está numa delegacia de polícia.

Ele botou uma de suas mãos no rosto. E eu respondi.

Me desculpe, tudo foi meio improvável!

Ele estava decepcionado comigo, mas compreendeu.
Eu estava apertado para ir no banheiro, havia um próximo ao bebedouro que os fardados utilizavam, fui em direção à ele.

14:00 pm.

Tudo no banheiro era cinza, e não muito sofisticado.
Os sanitários tinha um forte cheiro ruim... Mas a vontade estava grande.
Um papel me chamava atenção no chão, mais um poema de Lucy, já estava acostumando com aquilo, porém ainda não fazia tanto sentido num lugar sujo daqueles. Naqueles últimos dias nada fazia, repensei.
Abri calmamente o papel, esse a caligrafia estava evidentemente borrada.

" Entre tento barulho, as palavras dela se transformavam em poesia. "


Com sua pequena mariposa e a assinatura como de costume.
Amassei para guardar, mas, minha mente inquieta...
Abri novamente o papel e consegui ler uma rasura de um "ajude-me", os fatos se juntaram rapidamente, quem quer que seja Lucy, ela precisava de ajuda e os poemas serviam para isso!

14:15 pm.

Lavei as mãos e sai do mesmo, não podia demorar lá mais do que já estava.
Sinto uma puxada forte pelo cabelo. Aquele beijo quente pelo meu rosto e chegava até a minha boca, mordendo-me com força.
Meu corpo sendo pressionado contra a parede, o momento estava quente e intenso. Me afastei, era Lil.
Olhei para ela enquanto passava as mãos pelo cabelo ajeitando-o.

Que droga está fazendo?

Ela piscou para mim sem responder e se virou, sua bunda perfeita e redonda com curvas invejáveis, prendeu minha atenção por completo.

14:27 pm.

Saí dali e fui andando até o pátio da delegacia, para ir até a garagem encontrar meu pai. Alguém me puxou pela mão, espalhando beijos pelo meu pescoço. O cabelo loiro já dava a resposta...

Meu deus, o que está acontecendo? Ana, por favor.

Ela me olhou triste.

Desculpa, pelo beijo no carro, achei que queria algo.

Ajeitei novamente meu cabelo completamente bagunçado.

Minha cabeça tá muito cheia, depois se falamos.

Os olhos castanhos de Ana lacrimejavam, só falta estar arrependida de ter me colocado chifres.
Revirei os olhos para mim mesmo.

14:42 pm.

Finalmente eu estava no carro do meu pai e indo em direção a minha casa.

15:00 pm.

A paisagem por fora da janela era monótona.
Árvores secas, grama marrom, queimada pelo frio, casais felizes com seus grandes casacos e seus celulares registrando o momento vivido ali.
Eu sentia falta da Ana, sempre se encontrávamos no parque, e fazíamos varias fotos, das quais não apaguei até hoje.
Conheci Ana em um desses parques, enquanto jogava futebol americano com James, à uns 2 anos atrás.
Sem intenção meu irmão acertou a bola no braço da loira, e ela veio reclamar, e eu não consegui parar de olhar por um segundo pros seus olhos, com um sorriso bobo já visível em meu rosto. Seus longos cabelos loiros na época e sua pele rosada, acabaram com meu psicológico por meses...
Até que se esbarramos na escola um dia, ela era nova ali, na cidade e em tudo e eu já estava mais do que apaixonado por aquela garota. Enfim, deu no que deu.

15:22 pm.

O carro já presente na pequena garagem.
Meu pai não falou muito comigo e foi em direção a cozinha preparar algo para mim comer, fui em direção ao meu quarto.
O quarto de James já trancado agora. Na porta alguns desenhos que o mesmo fez um dia, quando era criança. Pensei, já sinto como se fossem anos que você se foi, pequeno.
Algumas lágrimas insistiam em molhar minha roupa e todo meu rosto. Abri a porta do meu quarto e fui para o banho.
A água escorria pelos meus cabelos e tudo que eu pensava era Lil, Ana, Lucy, Zak, minha mãe... pai.
Tudo era uma fucking confusão.

Dias pálidosOnde histórias criam vida. Descubra agora