A enfermeira apertou os olhos para encarar-me com precisão, já que a luz era extremamente fraca ali dentro.
— Mit?
Meu sangue se gelou por completo.
— Mãe?
Ela sorriu, aquele sorriso do qual eu conhecia a anos.
— Sim, mas aqui me chamam de Dra. Ellen.
As batidas do meu coração e o suor de minhas mãos, formavam uma excelente combinação de pânico.
— Mas... Como você também veio parar aqui?
Dra. Ellen passou a mão pela testa suada, e respondeu-me.
— Eu também não sei, a uns bons anos minha mãe havia falado que éramos descendentes de uma família Judia da segunda guerra, e que tinha algo diferente nisso tudo... Você já deve conhecer o Zak, certo?
Minha curiosidade estava a mil.
— Sim, o que tem ele?
Ela agachou-se ao meu lado.
— Ele é primo do seu bisavô, nossa família se formou a partir dai.
Minha expressão era indecifrável, mas fiquei feliz em saber que um pouquinho do sangue de Zak corria em mim.
— Agora entendo melhor. Você vai ficar aqui?
Minha mãe me olhou triste.
— Sim, o meu corpo está morto fora daqui... Assim como o de James.
Sua mão passou entre meus cabelos.
— Cuide do seu pai por nós, e lembre-se meu bem, sempre estaremos do lado de vocês, um dia iremos se ver novamente. Agora ande logo, termine isso Mitchel, você é capaz!
Me levantei e respondi em segundos.
— Eu cuidarei, até um dia mãe...
Abracei-a.
— James? Vou sentir falta das nossas conversas a noite. Eu amo vocês...
Meus olhos rolavam imensas lágrimas.
15:20 pm.
Andei rapidamente até o final do túnel, alguns metros a frente uma assombrosa floresta escura, mas a casa estava intacta lá.
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Dias pálidos
Mystery / ThrillerApós o término de seu namoro e o suicídio de seu irmão e melhor amigo. Mitchel encontra um misterioso papel com uma caligrafia antiga em uma praça abandonada. Com pensamentos perturbados e poemas intensos, e com uma pequena mariposa morta, assinado...