Capítulo 6

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Ninguém é melhor do que ninguém, mas alguns se destacam por seu caráter e outros pela falta dele. Gilmar parecia um meio termo. Oscilando entre vilão e mocinho. Se for vilão, tem sorriso e alma de um bom rapaz, mas se for mocinho...

A princípio eu me senti um pouco culpada por pensar tão mal dele.

Eu não posso negar que Gilmar foi mais do que perfeito. Não falo apenas por causa do sexo maravilhoso, e todas aquelas sensações que me fez sentir, mas por tudo que aconteceu hoje. Mesmo não sendo o que eu imaginava para esta noite, tive a oportunidade de ver como ele é extremamente confiante e autoritário. Percebi o quanto gosta de estar no controle de tudo.

Não sei se isso poderia dar certo, nunca fui mulher de homem me pôr no bolso. Quem controla minha vida sou eu, em todos os aspectos.

Sei que ele está muito enganado ao meu respeito, se pensa que sou fácil. Eu aceitei transar com ele porque eu também queria. Porque queria estar com ele. E não tem nada de mais sentir vontade de se relacionar com um homem tão atraente e bonito. Então não é só estalar os dedos e eu vou ficar deitada na cama dele. Não é porque recebi um presente e vou me transformar em sua putinha exclusiva.

Falei que não vou me apegar a ninguém. Sou difícil na queda e não serei manipulada por ninguém. Sempre fiz o que achei melhor pra mim, independente do que os outros pensariam. Sempre fiz o que queria e sempre será assim. Ninguém manda em mim, ninguém me diz o que fazer e ele não vai ser o primeiro.

Gilmar me surpreendeu me levando para o escritório e me fodendo daquela forma. Como já havia falado, não vim até aqui nessa intenção. Mas foi bom, muito bom de verdade. Foi o melhor momento a dois que tive em toda minha vida.

Tive o pai do meu filho e Roberto como homem, e não me lembro de sentir isso com nenhum deles. Um me apresentou o mundo do sexo. E o outro, bem, eu não gosto nem de lembrar.

Eu me permitiria isso, mas o que eu poderia esperar dele? Que é meu patrão e como isso já não bastasse, é casado. Ele comentou que sua família logo chegaria. Talvez ele só queria uma diversão até sua mulher chegar. Escroto. Não consigo evitar de pensar nessas coisas.

Preciso afastar esses pensamentos para não estragar definitivamente minha noite. Minha boca pode ser mais rápida que meu bom senso, e falar coisas que não gostaria.

Não devo esquecer que ele não fez sexo sozinho e eu quis aquilo tanto quanto ele. Eu queria muito mais. E no fundo só não quero me arrepender por não fazer. Será só uma noite. Eu posso fazer.

Ele coloca meu cabelo para o lado e põe o colar em meu pescoço, depois beija meu ombro.

- Obrigado pelo presente. - Viro-me sorridente e lhe dou um selinho em agradecimento.

- Não por isso! - Ele percebeu que estava na merda quando ela sorriu, e naquele mesmo instante, sentiu que seu estômago estava se tornando um borboletário. Por um breve segundo refletiu sobre o que estava fazendo com ela. Ao mesmo tempo que penso em a usar, ele a queria. É uma confusão.

Seu jeito de falar parecia que ainda faltava algo.

- Por hoje! Por ser um sacana e me enganar fazendo escolher um presente pra mim mesma. Pelo jantar que eu quase não aproveitei e pela noite também. - Eu não conseguia dizer mais nada.

- Não me agradeça. Ainda não. Por que a noite só tá começando. Você não agradeceu por... Ter o prazer de transar comigo. Bem eu vou te foder de todas as maneiras possíveis, me agradeça por isso depois. - Eu não acreditei que estava ouvindo isso. Definitivamente ele se acha de mais, e eu jamais vou agradecer pelo fato do prazer, que eu também proporcionei a ele

Chama do pecado - Em revisãoOnde histórias criam vida. Descubra agora