O que fez Angel ficar tão brava?
É sexta e o hotel inaugura hoje.
Acordei meia atrasada. Me sinto tão sozinha, tão perdida. E é tão ruim se sentir assim, é tão deprimente. Queria ser fria como uma geleira e não sentir nada. Mas eu sinto, eu me importo e é horrível. Se torna cansativo. Parece uma batalha levantar da cama e lembrar que preciso aguentar o dia com o rosto e a atitude mais positiva.
É meu começo. Não posso estragar isso.
Alcançou meu celular e ele não me mandou nenhuma mensagem. Acho que isso é o que mais me irrita e no fundo não sei se é por causa dele. Ou por minha, que jurei não deixar esse tipo de coisa acontecer. Tomei café e me arrumei. Tudo junto. Meio que às pressas. Não consigo evitar o sentimento de rejeição. Porque a gente sente, percebe direitinho quando uma pessoa simplesmente não se importa.
Chego no hotel bem no horário, visto aquele uniforme branco e vou para sala correndo. Ele faz um discurso rápido e eu nem presto atenção no que diz, não tenho nem cara para olhar para ele.
Sou movida pelo desejo forte, e dou uma olhadinha daquelas por baixo só pra conferir. Sorriu disfarçadamente. Ele está parecendo um verdadeiro príncipe com aquela roupa, tão másculo e bonito.
Assim que ele termina eu vou para cozinha. Passo o dia todo praticamente conversando com Douglas. Vou conhecendo, esse menino é demais.
Ele foi essencial para me fazer pensar em outras coisas, além de Gilmar no dia de hoje. Eu não consigo esquecer. Não é falta de tentar. Nem falta de querer. Ele está aqui, em todo lugar. Sempre tive dificuldade em me abrir. Em ser eu mesma, em ser vulnerável com as pessoas e até com meus amigos. E com ele, foi tão fácil.
Contamos coisas de nossas vidas e rimos bastante. Me senti bem confortável com ele.
Nem precisa de palavras bonitas e de conforto, só queria alguém que me escutasse para poder aliviar o aperto do peito. Eu precisava de alguém pra me ouvir. E me falar alguma coisa, mesmo que fosse para me chamar de idiota. Eu precisava apenas pôr pra fora toda aquela incerteza. Tem tanta coisa que eu queria te contar, aventuras e desventuras, amores e desamores. Mas falar sobre o que aconteceu, não é apenas sobre mim. Envolve Gilmar, e eu não quero que se torne comentário. Eu não quero que ninguém saiba disso. Não agora.
A verdade é que ninguém vai realmente conseguir compreender a dimensão do que se passa em mim. Porque é raro encontrar alguém que se sente da mesma forma. Estou com aquela sensação de ter mil coisas pra dizer, mas nenhuma palavra pra usar.
Sei que faremos uma bela dupla aqui nessa cozinha.
Nesse papo se passou a tarde toda. Fluiu tão naturalmente que nem percebi de tão agradável.
Quando finalmente dá meu horário, eu agradeço e vou para casa.
Em casa não tenho muito o que fazer. Me lavo. Coloco meu pijama, shortinho e uma regata. Trouxe comida do hotel, Douglas é muito bom em cozinhar. Mas eu não estava com fome.
Levo uma coberta, um travesseiro para a sala e assisto minhas novelas. Jogo alguns joguinhos no meu celular. Recebo algumas mensagens, fico na esperança de ser Gilmar e vou verificar. Mas é Roberto. Tento falar com minha mãe e como ela não atende, eu desligo o celular. Beijo meu anjinho e durmo ali mesmo no sofá com a tv ligada.
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Chama do pecado - Em revisão
عاطفيةPLÁGIO É CRIME! PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS. CONTÉM PALAVRAS ILÍCITAS, VIOLÊNCIA E CENAS DE SEXO. Angel é como a água. E todas as suas formas. Calma como em um poço, ou agressiva como em uma tempestade. Angel precisou deixar tudo que conhecia p...
