Capítulo 47

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Deveria ser tudo uma surpresa mas acho que depois de tudo que acontece, não tem clima para surpresas.

- Amor tenho um presente para você. Entrego o globo e ele olha estranhando.

- É simples, parece infantil mas ele é lindo. Como nunca conheci a neve e parece ser legal eu o escolhi, esse casal ai somos nós. Sempre que você ver, lembra da gente.

- É muito bonito mas você sabe o que é Innsbruck? Como não pensei em procurar saber o que é isso?!

- Não, nem pensei em procurar o significado.

- Então me promete que não vai procurar, por que eu vou te levar lá. Eu prometo.

Dormimos abraçados e durante a madrugada acordo um pouco agoniada, me levanto e vou para a sacada, não há movimento na tua mas vejo um homem do outro lado da rua, é muito longe e não consigo reconhecer. Isso me atormenta, quem vai ficar as essas horas na rua? Mas eu também não conheço muita gente aqui na cidade. Então porque me estressas?

- Oi amor, o que ta fazendo ai? Volta pra cama! Gilmar me assusta.

- To aqui olhando, o que essas pessoas fazem na rua há essas horas? Deveriam estar dormindo.

- Porque? Ele me olha um pouco assustado.

- Tem um homem ali do outro lado da rua.

Gilmar levanta e vai até na porta, cochicha algo com Cristiano e volta.
Pedi para ele comprar um Mc pra gente. Ele se junta a mim na sacada e o homem lá embaixo logo se vai, Cristiano olha debaixo para gente e Gilmar faz um sinal com a mão. E Cristiano some também. Ficamos um bom tempo namorando ali na sacada

- Amor seria legal, não acha que seria legal transar aqui olhando o céu?

- Poderíamos tentar agora Gilmar. Ele teve uma ótima ideia! Mas antes que possamos fazer alguma coisa avistamos Cristiano.

- Vai ter que ser amanhã mesmo porque o dia já ta nascendo. Gilmar sai e fica uns minutos conversando com o Cristiano.

E quando volta vem meio atormentado mas não me conta nada. Comemos nosso lanche e depois voltamos a dormir. Eu queria entender o que aconteceu nesse meio tempo pois Gilmar ficou frio de uma hora para outra e não faço a mínima ideia do porque.

*

A semana se passou e o hotel bombou, era um entre e sai direto de hóspedes, as piscinas estavam sempre cheias. Eu e Gilmar não tínhamos mas nem tempo para se ver direito, ainda mais que ele ta estranho agora. Fico ajudando Douglas na cozinha com o que posso, afinal a briga com Jeanne piorou minhas costelas. Quando chego no quarto para dormir ele nunca tá, e quando acordo ele já saiu, até parece me evitar.
Minhas coisas ficaram aqui desde o dia do acontecido, nem voltei para minha casa, hoje vou pra lá não tem porque ficar aqui, se Gilmar não quer minha companhia.
Essa semana começou bem agitada e na próxima já é o natal, minha família agora é a Joice e o David. Vou para o quarto e Gilmar já esta ali, nem dou oi pra ele, pego minhas coisas e vou arrumando.

- Ei, você ta fazendo o que? Ele levanta e tanta me impedir.

- Agora decidiu falar comigo? Não está vendo? To arrumando minhas coisas, vou pra minha casa! Puxo minha mochila da mão dele.

- Você não pode ir...

Começamos uma pequena discussão, que no final acaba se transformando em sexo.
Ele se mete na minha frente e eu empurro para me dar passagem mas Gilmar me agarra pelo braço se me puxa para perto do seu corpo, nos beijamos com saudade, ternura. Como ele podia ser tão irresistível? E na vontade que eu tava, me deixo levar por sua boca, que sabe muito bem o que ta fazendo, minha bolsa cai e eu agarro seus cabelos, ela vai tirando minha roupa, eu rasgo sua camisa e sou levada para a sacada, ele me coloca de quatro no sofá da varanda.

- Eu não me esqueci daqui, tava com saudades mas não se mexa ou você vai apanhar. Entendeu?

- Entendi, mas é pra ficar parada ou para me mexer? Por que dá um tesão só de te ouvir falar assim. Ele ri e dá um tapa na minha bunda provando que está falando sério.

- Há é? Então se mexa!

Ele abre minhas pernas e abaixa minha cabeça apoiando no sofá para deixar minha bunda bem arrebitada, ele beija minha bunda e me dá mais um tapão que me arde até a alma. Ele começa a me chupar, me lamber, me penetra com os dedos ao mesmo tempo, vai me deixando a ponto de bala e para, numa só estocada está dentro de mim, no seu vai e vem perfeito, suas palmadas me fazem ficar com a bunda ardendo, de tesão.

Ele envolve meu cabelo em sua mão me deixando imóvel enquanto me penetra com força, minhas pernas bambeiam, tremem e ele sai de dentro de mim, se abaixa e volta me chupar, só que agora mais ousado, passa sua língua em meu cuzinho e com cuidado vai enfiando seu dedo, meu coração até para mas ele volta a chupa minha buceta, e o medo se vai tão rápido dando lugar ao tesão. Tudo estremece, os espasmos me faz arrepiar.

- Porra Gilmar, isso é bom! Falo enquanto gozo em sua boca.

- Isso minha putinha, goza pra mim Angel.

Ele para e volta a bombar, com velocidade e força, segurando meu quadril, eu começo a me mexer para facilitar seus movimentos e deixar a transa mais gostosa. Ele segura nos meus peitos e me puxa para si, nessa hora eu dou um gemido, posso sentir chegar no meu útero, que delícia.
Ele para e brinca com seu pau na entrada de meu cuzinho, vem a tona tudo o que passei e antes que eu consiga me controlar acabo falando. É mais forte que eu.

- Por favor, não...

Na mesma hora vejo a cagada que eu fiz, depois de dias me evitando e quando volta a falar comigo eu faço isso. Me viro e ele me olha muito sério sem entender mas antes que ele questione, seguro em sua gostosa bunda e o trago para mim, colocando seu pau na boca e o chupando, ele agarra meu cabelo e fode minha boca, eu chupo com vontade suas bolas e ele geme de prazer, volto a chupar seu pau no ritmo e ele pressiona minha cabeça cada vez mais, ela vai gozando em meus peitos, levanto rápido e saio correndo, chorando para o banheiro.
Como vou explicar para ele o porque quase o chamei de Roberto? No fundo ele sabe de tudo, ele viu o vídeo. Eu não quero ter que tocar nesse assunto. Ele fica ali batendo na porta me pedindo para abrir, enquanto eu não me acalmo continuo trancada.

- Amor me perdoe, eu não deveria ter feito isso, não precisa me explicar nada, eu sei que é difícil.

Então saio, ele me abraça forte e me beija. Quero te devolver uma coisa, eu quero que você nunca mais tire. Ele me vira e coloca o colar de anjo que tinha me dado. A noite estava tão bonita, o céu negro com muitas estrelas e a lua para acompanhar.

- Tenho mais duas coisas para te contar, você vai passar o natal com a minha família e a outra é que nossa viagem já está marcada, para depois do natal!

Chama do pecado - Em revisãoOnde histórias criam vida. Descubra agora