Cap.53- Devo-lhes um pedido de desculpas

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Camila
Não dormi nada esta noite, fiquei o tempo inteiro a chorar preocupada com o Vice e o Edu. Mas também por algo mais, senti durante horas umas dores horríveis, deduzi que estava na hora de eles nascerem. O que me desçou ainda mais preocupada.

A minha mãe ligou ao médico(mesmo sendo 03 da manhã) e ele falou para eu contabilizar o tempo que as supostas "contrações" vinham.

Vinham por volta de 20 em 20 minutos, e ele entendeu rapidamente o que se passava. Era por causa da preocupação. Ele falou para tomar uns calmantes e tentar me acalmar, porque estava a prejudicar os bebés e além disso, eu mesma.

Resumindo, mesmo com os calmantes só me deixei dormir ás 06... Já não o via á um mês, parecia uma turtura.

No outro dia acordei com alguém ao meu lado.

- Bom dia... Minha princesa...- ao ouvir aquelas palavras abri os olhos rapidamente na esperança de ser ele. Ao ver o rosto doce da minha mãe, desanimei.- Estás melhor? Desculpa, não devia ter te chamado assim...

- Estou melhor, não tem problema...- eu digo colocando um leve sorriso.

- A Mariana ligou, ela quer que tu e ela vão passear os vossos cães. Vai, vai-te fazer bem.

- Tudo bem, eu vou já vestir-me.- ela dá-me um beijo na testa e abraça-me, na esperança de conseguir curar as feridas da noite passada, como quando era pequena. Infelizmente não resultou.

Eu saí da cama e vou até á casa de banho. Tomei um banho gelado para tirar ainda o efeito da anestesia do calmante.

Saí e escolhi uma roupa quente, porque hoje estava um dia frio. Parece que o tempo sente-se como eu, deprimido. Vesti uma sweater preta a dizer "meow" na frente, umas calças de ganga e calçei umas botas de cano alto pretas.

Saí do quarto, e fui em direção á cozinha. Antes de tudo dei atenção ao Fluffy, mudei água e coloquei comida.

Sentei-me na mesa com os meus pais. A minha mãe estava comer umas torradas e a beber café com leite, por outro lado, o meu pai olhava-me. Eu claramente transparecia ter estado a chorar, tinha os olhos inchados e o nariz vermelho.

A cada dia o meu pai odiava-o mais. E ontem, foi o pico. Acho que ele estava para encontrar o Vicente e dar-lhe um tiro.

Eu comi em silêncio, não queria falar com ninguém.

Ao levantar-me da mesa, a campainha toca.

- Oi Cami... Como é que estás?- ela nem esperou eu responder, ela abraçou-me logo. Como poderia ela saber, acho que estava demasiado na cara o meu estado.

- Entra...- eu digo limpando as lágrimas que ameaçavam sair e dando uma festinha á Cereja que já não via á algum tempo.

Os meus pais ficaram um bocadinho a falar com a Mari enquanto eu ía lá em cima buscar a trela e mala com as coisas do Fluffy.

Ao abrir a caixa com as coisas dele, e ao ver a trela reparei num pormenor na coleira. Na coleira dizia: "Este cão pertence ao amor da minha vida♡"

Nem me limitei a aguentar as lágrimas, elas simplesmente caíram.

Saí do quarto ainda com os olhos cheios de água. Coloquei a coleira e a trela no Fluffy e puxei a Mari para fora de casa.

Ela olhou para mim quando fechei a porta surpreendida.

- Eu preciso encontrá-lo! Agora!- eu grito enervada.

- Calma Cami, primeiro nós não temos a miníma noção de onde ele pode estar, eu também tentei falar com o Edu e ele também não atende e segundo se o teu pai sonha que estás á procura dele, as coisas pioram bastante.- ela olha-me preocupada e limpa-me as lágrimas do rosto.

Só tu e euOnde histórias criam vida. Descubra agora