-Olha, está tudo bem. Eu sei que você não sente o mesmo, e tá tudo bem.- Lance começou a tagarelar nervoso, e eu continuo paralisado no mesmo lugar, com cara de idiota- A sua amizade basta pra mim, eu não queria deixar as coisas estranhas. Desculpa!Eu provavelmente não deveria ter de beijado, né? Quer dizer....
-Oi?- interrompi, finalmente criando voz, e conseguindo sair do lugar- Você chama isso de beijo?
-Eu...
-Se você vai me beijar, me beija direito! Deixa pra se arrepender depois!
-Eu não me arrependeria- ele sorriu malicioso - Mas e você?
-Eu adoraria me arrepender de algumas coisa com você.
Ele se aproximou devagar, parando mais perto do que me lembro de já termos estado em todo a vida. Senti meu coração pulando com a animação.
Lance vai me beijar!
[Lance]
Me aproximei devagar, ficando o mais próximo que uma pessoa pode ficar da outra sem tocá-la, mas ele não se afastou.
-Keith-sussurrei, fazendo-o levantar o rosto na direção do meu, aproximei minha boca da sua, deixando que nosso lábios se esbarrasem levemente, ele fechou seus olhos
Puxei seu corpo para perto do meu, segurando forte sua cintura. Ele suspirou em surpresa, mas não tentou resistir. Então juntei nossos lábios, em um beijo mais intenso do que o que tinha planejado. E ele correspondeu.
Sentia queimar cada parte de mim que estava em contato com ele. Sentia arrepios por todo o meu corpo cade vez que ele se mexia.
Senti suas mãos subindo pra minha nuca, e me puxando pra mais perto, intensificando ainda mais o beijo.
Era todo o desejo, toda a paixão que vinha acumulando em todos esses anos, e o desespero e a adrenalina de viver o momento com a incerteza do que guarda o futuro.
O beijava com a paixão de um primeiro beijo, mas com a intensidade de um último.
Emendei um beijo no outro, tentando sempre acreditar que aquele último toque de lábios seria o suficiente.
[Keith]
Dizer que meu coração estava acelerado seria eufemismo. Eu consigo sentir as minhas veias correndo por todo meu corpo. Sinto minha cintura formigar aonde Lance me segura.
Deus, isso parece um sonho!
Sua boca parece ter sido feita para a minha, e se eu não precisasse respirar nunca pararia de beijá-lo.
Inclinei levemente meu corpo pra trás, me mantendo o mais próximo o possível, mas me afastando do beijo.
Ou pelo menos tentando me afastar.
Lance se inclinou pra frente voltando a unir nossos lábios em outro beijo que eu correspondi, me afogando nele.
Coloquei minhas mão em seu ombro e o afastei devagar, fazendo-o parar e me olhar confuso.
-Eu preciso respirar...- murmurei tentando recuperar meu fôlego, e ele riu- você não?
-Uma vantagem de namorar com um campeão de natação!- ele se exibiu, demorando pra perceber o que tinha dito, "namorar"- Quer dizer, eu só quis dizer que... não que eu não queira, eu quero mas... você e...eu...
-Eu preciso pensar...- eu disse tentando manter a voz firme, e me afastando um pouco mais - Eu não... você... quer dizer, isso não parece você, e, bem...eu?
-Você...-ele se esticou e segurou minha mão, nossos braços meio esticados com a distância- Posso te levar até em casa?
Concordei com a cabeça e esperei quieto ele guardar o violão na capa e pendurar no ombro, logo voltando a segurar minha mão.
Ele entrelaçau nossos dedos, e nenhum de nós dois disse nada até a porta da minha casa.
Não sei se eu acho ruim ter que sair de perto dele, ou se acho bom ter a desculpa de que tenho que jantar em casa. Lance esta segurando minha mao, eu não sei mais de nada.
Chegamos bem mais rápido do que eu queria, mesmo estando andando muito mais devagar do que o normal. A rua estava vazia, quieta, como se o mundo tivesse reservado a noite só para nós dois.
Parei na porta de casa, Lance parando em minha frente, sem soltar minha mão. Eu queria mais que tudo olhar pra ele, mas mantenho meus olhos virados pro chão, e sinto meu rosto queimar.
Sinto Lance se aproximar e depositar um beijo no topo da minha cabeça. Odeio que ele seja mais alto. Odeio mais ainda amar ele ser tão alto.
-Boa noite- ele sussurrou ainda próximo de mim- por favor pensa em mim.
-Boa noite...- Eu sussurrei sentindo ele soltar minha mão e começar a se afastar
Esperei na porta de casa até ele sumir na esquina, e me encostei na parede, sentindo que minhas pernas estão fracas. Socorro.
O que foi que aconteceu hoje?
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Feeling Bad By Being Fat
FanfictionAlguns problemas não existem. E por não existirem, as pessoas não levam eles a sério. Mas preste atenção, eles só não existem porque não são seus. Quando Keith abre os olhos, e vê a dor em seu reflexo, isso é real. E o fato de outros não verem, só...
