Capítulo 3

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BÁRBARA.

  Um mês!  Hoje faz exatamente um mês  que trabalho nessa maldita empresa. Tem horas que eu amo o meu trabalho, porem esse meu chefe...  Essa peste, me tira do sério. Tem dias que tenho vontade de matá-lo e depois jogar tudo para o alto. Hoje é um dia cheio, muitas reuniões, muito trabalho, com todas as letras da palavra. Meu querido chefe faz questão  de me encher. Para tentar evitar de matá-lo, sempre peço a Cyntia para fazer o que ele me pede. Não que eu esteja colocando o meu trabalho em suas costas,  também  não  é  assim!? Eu simplesmente faço e ela entrega, estou tentando ter o máximo de distância dele possível. As 14:00 o telefone da minha mesa toca.

— Alô! — falo.

— Srta Silva compareça a sala de reuniões por favor. — o diabo chama a escrava. Hoje ele tava com tudo.

— Sim senhor. — desligo a ligação dando língua para o aparelho.

— Posso até  dizer quem era nessa chamada! — brinca João.

— Chamada do diabo meu querido! — falo arrancando boas risadas dos meus colegas, me levanto, aliso minha roupa,  saio da sala indo direto para
" O inferno de Márcio" .

  Entro no elevador,  olhando para o estado das minhas unhas.

" Senhor desde quando minhas unhas ficam nesse estado lamentável? "

O elevador abre as portas para de "admira" as milhas unhas,  sigo para a sala de reuniões. Bato na porta.

— Entre!  — o diabo fala. Entro na sala. — Senhores esta é  a Srta. Silva, ela é  a responsável por toda a arte e o gráfico que vocês  estão  vendo hoje. — ele informa aos presentes. Sorrio fraco, até  ouvir uma pergunta.

— Srta. Silva eu queria saber como você  chegou a conclusão desses números já que eu fiz os mesmos cálculos  e não  cheguei a esse resultado? — não consigo ver o rosto do homem que fala, ele esta com a mão  sobre os olhos e escrevendo no papel a sua frente.

— Senhor... — deixo no ar esperando ele completar.

— Ribeiro. Lucas Ribeiro!  — ele responde ainda sem me olhar.

Sabe quando você  tem a impressão  que já  ouviu esse nome e que conhece essa pessoa? Estou com essa sensação agora.

— Pois bem Sr. Ribeiro o calculo é  bem simples...

  Meus amores eu não  vou fazer vocês lerem essa baboseira toda. Vamos ao que interessa.

— Por fim Sr. Ribeiro, o valor passa a ser o mesmo valor que esta no relatório. — juro que até  cansei depois de tanto falar.

— Mais eu acho Srta. Silva,  que a Senhorita esta  sendo muito otimista. — ele fala, mordendo a tampa da caneta. Esse cara ta me irritando.

— Não  senhor!  Estou sendo bem realista com o mercado atual do país. — falo ajeitando a minha postura.

— Assistiu o jornal ontem Srta Silva? — ele pergunta com um ar superior.

— Não  pois eu tinha que entregar todos os relatórios e gráficos  hoje!  — respondo azeda.

— Percebi, pois se tivesse assistido teria visto que os seus cálculos estão  muito otimistas. O nosso querido presidente atacou a Síria  ontem. Uma guerra não  é  nada bom para os negócios... — sorrio, ele estava completamente enganado.

— Sr. Ribeiro acho que meus cálculos otimistas podem se tornarem ainda mais otimistas depois dessa notícias. — meu sorriso não para de se ampliar. — O tipo de metal que estamos criando é  tão  ou mais resistente quanto o que é  usado em tanques de guerra. — consigo trazer a atenção  de todos para mim, menos a dele. — Mais o nosso metal tem uma grande vantagem... — vou até  o computador com as imagens reproduzindo no telão. — Ele é  40% mais leve. Se conseguirmos uma reunião com fabricantes de armamentos e com a defesa nacional  passaremos a integra o time de fornecedores da nação. — percebo alguns sorrisos e olhares de ambição brilhando pela possibilidade de ganhar muito com essa guerra.

O Chefe é meu pai? Histórias para pegar e não largar. Descubra agora