BÁRBARA.
Um mês! Hoje faz exatamente um mês que trabalho nessa maldita empresa. Tem horas que eu amo o meu trabalho, porem esse meu chefe... Essa peste, me tira do sério. Tem dias que tenho vontade de matá-lo e depois jogar tudo para o alto. Hoje é um dia cheio, muitas reuniões, muito trabalho, com todas as letras da palavra. Meu querido chefe faz questão de me encher. Para tentar evitar de matá-lo, sempre peço a Cyntia para fazer o que ele me pede. Não que eu esteja colocando o meu trabalho em suas costas, também não é assim!? Eu simplesmente faço e ela entrega, estou tentando ter o máximo de distância dele possível. As 14:00 o telefone da minha mesa toca.
— Alô! — falo.
— Srta Silva compareça a sala de reuniões por favor. — o diabo chama a escrava. Hoje ele tava com tudo.
— Sim senhor. — desligo a ligação dando língua para o aparelho.
— Posso até dizer quem era nessa chamada! — brinca João.
— Chamada do diabo meu querido! — falo arrancando boas risadas dos meus colegas, me levanto, aliso minha roupa, saio da sala indo direto para
" O inferno de Márcio" .
Entro no elevador, olhando para o estado das minhas unhas.
" Senhor desde quando minhas unhas ficam nesse estado lamentável? "
O elevador abre as portas para de "admira" as milhas unhas, sigo para a sala de reuniões. Bato na porta.
— Entre! — o diabo fala. Entro na sala. — Senhores esta é a Srta. Silva, ela é a responsável por toda a arte e o gráfico que vocês estão vendo hoje. — ele informa aos presentes. Sorrio fraco, até ouvir uma pergunta.
— Srta. Silva eu queria saber como você chegou a conclusão desses números já que eu fiz os mesmos cálculos e não cheguei a esse resultado? — não consigo ver o rosto do homem que fala, ele esta com a mão sobre os olhos e escrevendo no papel a sua frente.
— Senhor... — deixo no ar esperando ele completar.
— Ribeiro. Lucas Ribeiro! — ele responde ainda sem me olhar.
Sabe quando você tem a impressão que já ouviu esse nome e que conhece essa pessoa? Estou com essa sensação agora.
— Pois bem Sr. Ribeiro o calculo é bem simples...
Meus amores eu não vou fazer vocês lerem essa baboseira toda. Vamos ao que interessa.
— Por fim Sr. Ribeiro, o valor passa a ser o mesmo valor que esta no relatório. — juro que até cansei depois de tanto falar.
— Mais eu acho Srta. Silva, que a Senhorita esta sendo muito otimista. — ele fala, mordendo a tampa da caneta. Esse cara ta me irritando.
— Não senhor! Estou sendo bem realista com o mercado atual do país. — falo ajeitando a minha postura.
— Assistiu o jornal ontem Srta Silva? — ele pergunta com um ar superior.
— Não pois eu tinha que entregar todos os relatórios e gráficos hoje! — respondo azeda.
— Percebi, pois se tivesse assistido teria visto que os seus cálculos estão muito otimistas. O nosso querido presidente atacou a Síria ontem. Uma guerra não é nada bom para os negócios... — sorrio, ele estava completamente enganado.
— Sr. Ribeiro acho que meus cálculos otimistas podem se tornarem ainda mais otimistas depois dessa notícias. — meu sorriso não para de se ampliar. — O tipo de metal que estamos criando é tão ou mais resistente quanto o que é usado em tanques de guerra. — consigo trazer a atenção de todos para mim, menos a dele. — Mais o nosso metal tem uma grande vantagem... — vou até o computador com as imagens reproduzindo no telão. — Ele é 40% mais leve. Se conseguirmos uma reunião com fabricantes de armamentos e com a defesa nacional passaremos a integra o time de fornecedores da nação. — percebo alguns sorrisos e olhares de ambição brilhando pela possibilidade de ganhar muito com essa guerra.
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O Chefe é meu pai?
ChickLitA história está em andamento ( lento mais andandokk) A 25 anos atrás Mário viveu o grande amor da sua vida, mais depois de uma briga a mulher dos seus sonhos sumiu, até hoje ele vive lembrando dela e remoendo esse amor interrompido. Bárbara perdeu...
