Capítulo 22

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       Feliz natal atrasado meninas ... Desde já feliz ano novo😍

PIERRE.

    Sinto meu rosto encharcado de sangue e o corpo caindo sobre mim... Logo me desespero e tiro o corpo de cima de mim. Um policial corre até onde estou.

— Você está bem? — pergunta enquanto engatinho para longe, não consigo responder. Ele parece que percebeu que estou em choque e se aproxima do corpo e ao tirar a máscara ele me olha. — Acho que... — ele se cala e eu levanto para ver e quando vejo a cena me viro colocando tudo para fora.

[...]

     Quando entro na casa e vejo minha filha sendo atendida, meu coração se aquiece

— Ela está bem. A mãe deve ter dado algum remédio para dormir. — fico em silêncio. Pego ela no colo a abraçando forte.

 
  [...]

  Em questão de tempo um helicóptero chega para nos resgatar. Entro com minha filha no colo. O caminho todo fiquei em silêncio remoendo o que aconteceu. Ao chegarmos na delegacia, Bárbara corre ao me ver. Quanto mais ela se aproxima percebo que ela está chorando.

— Você está bem? — ela pergunta com medo de me abraçar. Assinto. Ela me abraça, passa a mão no meu rosto. — O que é isso? Pergunta mostrando a mancha na minha camisa. Abraço ainda mais forte a Sophia e começo a chorar. — Pierre o que aconteceu? — uma policial se aproxima.

— Senhor vamos sentar por favor? — nego ela tenta tirar minha filha de mim...

 
  BÁRBARA

     Eu nunca vi Pierre assim, ele estava chorando agarrado com a filha, a menina acorda com o aperto do pai, ela se solta dele e os polícias tentam o controlar. Entro em desespero quando um policial da um mata leão nele e ele desmaia. Graças a Deus que a Sophie não chegou a ver pois alguém a levou para longe. Levam Pierre para um hospital assim como Sophie. Depois de conversar com o detetive fiquei sabendo que Dana a mãe de Sophie foi morta depois de matar dois policiais, ela foi morta quando estava lutando com Pierre. Depois de Sophie ter sido examinada o policial pede para que eu converse com ela. Me aproximo dela, sento ao seu lado enquanto ela brinca de boneca.

— Oi? — ela me olha e fica encabulada. — Me chamo Bárbara qual o seu nome?

— Sophie! — ela responde sem me olhar.

— Lindo nome! — a psicóloga nós observa de perto. — Posso brincar com você? — ela assente e me entrega uma boneca negra como eu.

— É parecida com você! — diz e volta a brincar.

   Aos poucos fomos brincando e conversando, fomos conseguindo nos entender e passo a conquistar um pouco da sua confiança.

— Onde está a minha mãe? — fico em silêncio e olho para a psicóloga.

— Vamos comer um sanduíche grandão? — a psicóloga diz sorrindo tentando mudar de assunto. Ela nega.

— Não! Cadê a minha mãe? — insiste e vejo a pintura de Pierre quando enfia uma coisa na cabeça não para até conseguir.

— Mamãe está dodói por isso estamos em um hospital! — ela me olha entendendo o que eu disse.

— Mais ela vai ficar bem né?

— Não sabemos ainda. Mais você sabia que o papai está aqui? — seus olhos se arregalam e ela levanta na mesma hora.

— Onde? Por que ele não veio me ver?

— Ele também está dodói, por isso ele não veio te ver.

[...]

    Levo ela até o quarto do pai. Pierre foi sedado. Quando entramos no quarto ele ainda dormia. Sentei na poltrona e chamei ela para sentar comigo. Sophie senta no meu colo, começo a fazer carinho no seu cabelo até ela dormir. No meio da madrugada acordo com o som de choro. Olho para meus braços e vejo Sophie depois olho para a cama e lá está Pierre. Ele chora angustiado. Levanto ainda com Sophie nos braços vou até ele, coloco ela sobre ele e me deito no cantinho da cama.

O Chefe é meu pai? Histórias para pegar e não largar. Descubra agora