Capítulo 8

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Bárbara.

— Acho que agora eu mereço saber o que aconteceu na sua vida. — começo. Ele sorri meio envergonhado.

— A alguns anos atrás eu vivia a minha vida. Era casado com uma mulher perfeita. Formada em Harvard, linda, de boa família, meiga, educada... E por aí vai. — ele toma um bom gole do seu vinho. — No começo eu era completamente apaixonado por ela. Venerava ela. Fazia tudo para fazê-la feliz. Mais aos poucos as coisas foram esfriando. Criamos um abismo entre nós. Uma noite sai para um jantar de negócios e acabei iniciando um caso com uma das executivas. Ela me fez sentir-me vivo. Eu era homem novamente... — balança a cabeça envergonhado. — Quando eu estava na cama com a minha amante, eu, era o homem mais viril e insaciável possível. Quando estava na empresa eu era o todo poderoso. O chefão. — ele ri sem humor e bebe novamente. — Quando estava em casa ou em qualquer outro lugar com a minha mulher... Eu era um nada. Cada vez que ela sorria ou falava alguma coisa isso me resumia em nada. Eu vivia constrangido, envergonhado...

— Culpado! — completo.

— Sim... Culpado. Isso me consumia. Acabava comigo. Eu tinha a melhor e mais perfeita mulher de todas e ainda assim a traia com uma mulher qualquer. — ele para por alguns instantes como se revisse a cena completa. — Os dias foram passando e uma noite eu cheguei em casa bastante bêbado e transei com a minha mulher como a tempos não fazia. Meses depois ela descobriu que estava grávida. Imediatamente deixei a minha amante e passei a dedicar-me completamente a minha esposa, filha e casamento. Pouco mais de um ano que minha filha nasceu eu pensei que tinha a vida perfeita. Agradeci a Deus pela sorte da linda família que eu tinha. — ele volta a beber. — Certa noite eu tinha uma viagem marcada para Washington. Iria passar a semana por lá. Fomos pegos desprevenidos por uma tempestade daquelas não sendo permitido o nosso vôo. Voltei para casa, no corredor do meu quarto tinha os sapatos da minha mulher na porta do quarto de hóspedes tinha os de algum homem que não eram os meus. Coloquei minha pasta no chão e abri a porta bem devagar. Vi minha mulher no seu auje de prazer com o nosso querido vizinho. Deixei eles terminarem. Desci pegue a minha filha e fui dormir em um hotel. — ele enche novamente seu copo. — Não consegui dormir. Ela ligou várias vezes e eu não atendi. Alguns dias depois fui preso por sequestrar a minha filha. O que ela não sabia era que na casa tinha várias câmeras. Peguei todas as filmagens e dei início ao nosso divórcio, eu não seria tão monstro de afastar a filha da mãe. Minha ex é uma mãe perfeita. Não posso negar. — quando ele iria abrir a terceira garrafa da noite o empesso. Seguro sua mão e pego a garrafa.

— Parou. — digo. Ele assente e volta a falar.

— Deixei a casa para ela e minha filha. Pago uma boa pensão para as duas... Agora ela quer mais e não quer me deixar ver a minha filha. — cobre o rosto com a mão.

— Você tem total direito de pedir a guarda compartilhada. Mais você tem que estar certo disso e saber o que você quer. Você quer os finais de semana com você ou uma semana com você outra com a mãe? Veja o que você quer antes de entrar na justiça. — ele assente.

— Eu quero qualquer coisa. Só preciso ver a minha filha. Isso está me matando Bárbara. — confessa.

— Vou te ajudar no que eu puder.  E muito obrigado por ter compartilhado a sua vida comigo. — falo realmente tocada.

— Ainda quero saber mais sobre você também. — seu olhar me deixou claro que ele quer mais de mim.

— Por hoje já sabemos o suficiente um sobre o outro. — eu estava vidrada em seus olhos. Não conseguia desviar. Até que fui salva pelo o gongo. — É o meu celular! — digo o óbvio correndo para atendê-lo.  — Oi vovó.

— Onde você esta Bárbara? — sei que vou levar uma boa brinca assim que entrar em casa.

— Estou na casa de uma amiga aqui no bairro não se preocupe vou já para casa. — minto e Pierre rir.

O Chefe é meu pai? Histórias para pegar e não largar. Descubra agora