Capítulo 32

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BÁRBARA.

Os dias voaram. Hoje era o meu casamento. Me olhar agora, parada de frente para esse espelho não está me ajudando em nada.

 Me olhar agora, parada de frente para esse espelho não está me ajudando em nada

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Olho minhas mãos tremendo, um frio na barriga. Por Deus!!! Ponho a mão sobre o estômago como se fosse possível conter o que estou sentindo.

— Você está linda! — Isa diz entrando no quarto de hotel que eu reservei para o meu dia de noiva.

— Obrigado. — respiro fundo.

— O que foi? — ela segura minha mão e me puxa para sentar próximo a janela.

— Só agora me dei conta de que não vou ter mãe para me passar confiança no altar, não tenho mais o meu avô para me entregar ao meu marido. — caio no choro.

— Ei amiga — ela me abraça. — Amiga você tem a mim, tem a Cynthia, tem a sua avô

— Minha avô veio falar comigo hoje mais cedo que ela não conseguiria me entregar no altar. Disse que esse era o sonho do meu avô e ela não conseguiria fazer. — choro em seu ombro o quanto posso.

— O que foi que aconteceu aqui? — Cynthia diz entrando e o meu choro para, para dar lugar a surpresa. — Meninas estou falando com vocês?!

— Você raspou o cabelo! — comento, levantando para vê-la mais de perto.

— Sim! Não estava mais a fim de ficar todo dia encarando a escova e o espelho me dizendo que ele cairia mesmo. Por fim tomei coragem com uma certa ajudinha do seu pai — comenta meio envergonhada e eu reviro os olhos. — Ele foi um fofo.

— Nós já entendemos que você são próximos! — comento levando as mãos a cabeça dela. — Sei que não sou aquele velho chato mas você bem que poderia ter nos chamado, nós iriamos com você ao salão.

— Para dizer a verdade eu não fui a salão nenhum o Márcio que deu um jeito no meu cabelo lá em casa mesmo. — fala toda vermelha. Meu queixo caiu até me afastei dela e fui a caminho da mesa que continha uma garrafa de champanhe a nossa espera. Abro a garrafa enchendo três taças, elas se aproximam e cada uma pega a sua.

— Eu não quero saber dos detalhes do seu processo capilar. Só quero que esteja ciente que estaremos sempre ao seu lado. Para o que precisar. — brindamos, bebo de uma só vem todo o líquido que ainda borbulhava em minha garganta.

— Sei que está precisando de coragem mas eu acho que ficar bêbada não é uma boa ideia. — Isa pede por cautela.

— Você está certa. — mesmo assim encho o meu copo novamente e sento no mesmo local de antes, me pego olhando para o lado de fora. Parando para refletir sobre todos os acontecimentos a vontade que eu tenho é de correr. — Hoje era para ser o dia mais feliz da minha vida, por que eu não sinto isso? — mesmo sem saber se elas escutaram.

O Chefe é meu pai? Histórias para pegar e não largar. Descubra agora