A história está em andamento ( lento mais andandokk)
A 25 anos atrás Mário viveu o grande amor da sua vida, mais depois de uma briga a mulher dos seus sonhos sumiu, até hoje ele vive lembrando dela e remoendo esse amor interrompido.
Bárbara perdeu...
Os dias voaram. Hoje era o meu casamento. Me olhar agora, parada de frente para esse espelho não está me ajudando em nada.
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Olho minhas mãos tremendo, um frio na barriga. Por Deus!!! Ponho a mão sobre o estômago como se fosse possível conter o que estou sentindo.
— Você está linda! — Isa diz entrando no quarto de hotel que eu reservei para o meu dia de noiva.
— Obrigado. — respiro fundo.
— O que foi? — ela segura minha mão e me puxa para sentar próximo a janela.
— Só agora me dei conta de que não vou ter mãe para me passar confiança no altar, não tenho mais o meu avô para me entregar ao meu marido. — caio no choro.
— Ei amiga — ela me abraça. — Amiga você tem a mim, tem a Cynthia, tem a sua avô
— Minha avô veio falar comigo hoje mais cedo que ela não conseguiria me entregar no altar. Disse que esse era o sonho do meu avô e ela não conseguiria fazer. — choro em seu ombro o quanto posso.
— O que foi que aconteceu aqui? — Cynthia diz entrando e o meu choro para, para dar lugar a surpresa. — Meninas estou falando com vocês?!
— Você raspou o cabelo! — comento, levantando para vê-la mais de perto.
— Sim! Não estava mais a fim de ficar todo dia encarando a escova e o espelho me dizendo que ele cairia mesmo. Por fim tomei coragem com uma certa ajudinha do seu pai — comenta meio envergonhada e eu reviro os olhos. — Ele foi um fofo.
— Nós já entendemos que você são próximos! — comento levando as mãos a cabeça dela. — Sei que não sou aquele velho chato mas você bem que poderia ter nos chamado, nós iriamos com você ao salão.
— Para dizer a verdade eu não fui a salão nenhum o Márcio que deu um jeito no meu cabelo lá em casa mesmo. — fala toda vermelha. Meu queixo caiu até me afastei dela e fui a caminho da mesa que continha uma garrafa de champanhe a nossa espera. Abro a garrafa enchendo três taças, elas se aproximam e cada uma pega a sua.
— Eu não quero saber dos detalhes do seu processo capilar. Só quero que esteja ciente que estaremos sempre ao seu lado. Para o que precisar. — brindamos, bebo de uma só vem todo o líquido que ainda borbulhava em minha garganta.
— Sei que está precisando de coragem mas eu acho que ficar bêbada não é uma boa ideia. — Isa pede por cautela.
— Você está certa. — mesmo assim encho o meu copo novamente e sento no mesmo local de antes, me pego olhando para o lado de fora. Parando para refletir sobre todos os acontecimentos a vontade que eu tenho é de correr. — Hoje era para ser o dia mais feliz da minha vida, por que eu não sinto isso? — mesmo sem saber se elas escutaram.