Capítulo 17

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BÁRBARA.

  Juro que eu não sabia o que responder.

— Se quiser dizer não tem problema, vou te amar mesmo assim. — ri de tão nervosa.

— Eu aceito seu bobo. — ele pega minha mão, coloca o anel que pelo o visto custa o meu rim se levanta, fazendo-me levantar. Afaga meu rosto.

— Eu te amo! — me beija, o afasto.

— Também te amo. — voltamos a nos beijar. Comecei a tirar o paletó dele ele segura minhas mãos.

— Ainda não. Primeiro o jantar. — pede.

— Não! Eu quero primeiro você. Depois o jantar. — ele riu.

— Deixa eu fazer tudo direito por favor... — pede beijando o meu pescoço.

— Tá bom. Você vai ter que compensar.

— Sem problema. — me beija até  alguém bater na porta. — Deve ser as nossas malas.

— Nossas? — ele se afasta e vai abrir a porta. O rapaz entra com as nossas duas malas. Cruzo os braços. — Quem mais te ajudou com esse pedido? — pergunto só um pouquinho de nada irritada por ter sido feita de trouxa.

— Todo mundo! — fui até ele e peguei a minha mala.

— Vou tomar banho com essa. — ele gargalha.

— Posso ir com você?

— Já esperou até agora pode esperar um pouco mais! — bagunço o cabelo e vou rebolando até o banheiro.

  [...]

  Depois de um bom banho, de aproveitar a hidromassagem, sai com um babydoll  creme e ele ficou parado olhando bobo. Caminho até ele, olho o que tem na mesa. Ele tirou o terno e somente o terno.

— Amor você vai jantar vestida assim? — fala com dificuldade.

— Se quiser eu tiro. — seus olhos ficam arregalados.

— Vamos jantar. — diz afrouxando a gravata. Ele afasta a cadeira para mim, sento e ele senta a minha frente. — Você sabe como me tirar do eixo né!? — rio fácil.

— Com o tempo a gente aprende. — ele balança a cabeça.

MÁRCIO.

   Depois que sai do hospital tomei vergonha na cara e comprei uma casa. Essa era bem próximo ao rio Hudson. Era algo que eu precisava. Ficar longe da minha família e também essa paz um pouco dessa natureza. Lucas vem sempre passar o fim de semana aqui com aquela maluquinha da namorada dele. Ela sempre me faz rir muito, ela é muito louca. Troquei de terapeuta. Passei a ter consultas todos os dias. Caminhamos e conversando muito durante a consulta. Além de tomar remédios para coração e pressão agora estou tomando, também tomando antidepressivo. Depois de saber de tudo entre na fase se aceitação, a raiva que eu sentia pelo homem passou instantâneamente. Eu queria ir até a Bárbara e pedir desculpa, abraça-la e dizer que eu a ajudaria em tudo que ela precisasse. Só de pensar nisso já tenho vontade de chorar.

— Cuidado para não fazer uma besteira com a sua vida. Janelas são abertas na nossa mente para guardar informações e momentos que nos causaram grande impacto emocional. Compreendo que o que você passou e descobriu é um forte motivo para isso, entretanto você tem, precisa de ajuda e fortalecimento mental. Precisa aprender a como transformar as suas emoções em algo que o ajude. Entenda uma coisa. Gritar não educa, não ajuda e não melhor nada e nem ninguém, dó faz com que as coisas piorem. Se contenha.

O Chefe é meu pai? Histórias para pegar e não largar. Descubra agora