Capítulo 2

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Barbara.

   Sai apressada com a secretária desse louco da sala, não olhei pra ninguém, entrei no elevador e fui para casa. Que homem mais doido. Chego em casa, cansada. Sou presenteada pelo o cheiro maravilhoso da comida da minha avó. Dona Gabi é a melhor quituteira que eu conheço, não é por que é minha avó não, mas a velha se garante. Se ela por acaso descobri que eu a chamei de velha, ela come meu útero antes de dar bisnetos a ela. Tiro os sapatos, coloco ao pé da porta.

— Vamos ter vatapá para o jantar vó? — grito da porta, indo para o meu quarto.

— Oxe nega, tem sim. Como esta minha neta? — ela pergunta também aos berros. Tiro minha roupa, visto um vestido solto, vou para a cozinha.

— Tô bem vó. — toma um susto por que eu falei bem atrás dela.

— Deixe desse costume feio menina. Hora mais... — esse sotaque dela é irresistível. Minha avó é Bahiana, mas rodou o quase o nordeste brasileiro todo com o meu avô. Conseguiram a oportunidade de vir para os Estados Unidos e agarraram com todas as forças, vieram legalmente, o problema era que os patrões explorava demais. Meu avô passou a procurar trabalho, passou alguns anos no exército sendo dispensando, depois disso procurou trabalho em outras casas, até que no fim conseguiu, eles começaram morando nos Hamptons. Trabalharam por quase 10 anos por lá, depois conseguiram um trabalho melhor em Novo York.

   Esse novo emprego garantia os estudos da minha mãe que tinha 16 anos na época, casa, alimentação e o bom salário. Trabalharam para essa família por anos. Meu avô sofreu um acidente e lesionou a coluna, o impossibilitando de fazer muito esforço. Ele e a minha vó são uma graça juntos. Pensem em dois velhinhos safados. Cansei de pegar meu avô apalpando minha vó e a velha fingindo que não gosta.

( rio dessas boas lembranças)

Minha vó me contou que por causa do meu pai eles voltaram por algum tempo para o  Brasil. Nasci na Paraíba. Minha avó disse que eles tinham muito medo que ele encontrasse a minha mãe. Fui registrada com o nome do meu padrasto.

Eu ainda não entendo o por quê dele querer fazer algum mal a minha mãe. Tudo o que minha avó me fala sobre a minha mãe, mostra que ela era uma mulher maravilhosa, mais quando pergunto pelo o meu pai ela vem com facas, armas para o meu lado. Por hora é isso que eu tenho a contar.

Sabe porque?

Vou comer vatapá lotado de pimenta malagueta, morra de inveja. Tem coisa melhor que vatapá com arroz e pra beber, uma Coca-Cola bem gelada? Não e EU AMO. Depois de jantar com a minha vó. Ela começa as perguntas dela.

— E como foi a entrevista? Conseguiu o emprego? — eu sei que ela do jeito dela sabe que tem alguma coisa errada, agora só é a hora que eu confirmo e ela me dá um daqueles mágicos conselhos dela.

— Vóinha não, ou melhor... Sim. — tá difícil para explica. — Vó é um negócio tão estranho que nem eu sei. — falo levantando da cadeira e colocando os pratos na pia.

— Fale minha Nega o que aconteceu, que sua Vóinha aqui, te ajuda a encontra um caminho. — minha velha fala ainda sentada a mesa.

— Vó eu entrei na sala e comecei a falar de início ele nem olhou para mim, lá pelas tantas e fiquei com raiva, falei que ele não estava prestando atenção... Resumindo: ele falou exatamente tudo o que eu havia falado, só que... Quando ele olhou para mim, ficou estático. — paro de lavar as louças. Olho para a minha vó. — Parecia que ele tinha visto um fantasma. — ela parece abalada. Volto a lavar as louças. — No ato me contratou. Discutimos, eu disse a ele que eu não era dessas que ele comeria só para poder ter um emprego. No meio da discussão ele perdeu a cabeça colocou a mim e a secretária para fora dizendo que era para mandar todas as candidatas embora e que eu seria a escolhida. — término de lavar, enxugo as mãos. — Eu achei tudo tão estranho. — minha avó escuta, calada coisa que me deixa com a pulga atrás da orelha.

O Chefe é meu pai? Histórias para pegar e não largar. Descubra agora