Capítulo 15

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PIERRE.

 
  Essa mulher tira todo o meu juízo.

— Eu não aguento mais esperar! — perco uma batida do meu coração.

— Cuidado dona Bárbara...

— Estou falando sério. — mais uma vez ela se esfrega em mim. — O que eu mais queria agora era ter você inteiro dentro de mim. Fazendo tudo o que você me promete todo esse tempo. Todavia... — fiquei tão bobo com suas palavras que deixei a guarda baixa e ela conseguiu me virar. — Você sabe que não podemos. Fazer nada. E por isso... — a demônia estava rebolando, roçando no meu p** — Eu vou dormir com os meus avós. — quando ela levanta a vontade que eu tenho e de correr atrás dela e arrasta-la de volta para essa cama e devora-la com muita, mais muita força. Mordo os lábios.

— Vai Bárbara!? Tenha uma boa noite. — escuto ela rindo. Viro mordendo o travesseiro.

— É uma Deusa de ébano mesmo. — levanto e vou tomar uma banho gelado.

[...]

  No dia seguinte desço as escadas para tomar café e ela vem como um furacão me beijando.

— Passou a raiva de mim? — eu até tinha me esquecido o problema é que vê-la me fez lembrar.

— Claro que não. — ela ri.

— Vem, fiz aqueles ovos como você gosta. — não vou negar que gostei de saber que ela está tentando me agradar.

  [...]

  Cerca de uma hora depois chegamos a empresa. Levei Bárbara direto para a sala de Lucas. Depois de informado que estávamos ali para vê-lo, ele pediu para entrarmos.

— Bom dia! — falo, ele ainda está de cabeça baixa escrevendo alguma coisa.

— Bom dia, sentem. — ele por fim larga o celular e olha primeiro para mim e depois para Bárbara. Vejo quando ele engole em seco. — Como vai Bárbara? —  seu comportamento não era o mesmo de sempre. Ele estava bem contido e nervoso.

— Vou bem, e o senhor! — ele sorri.

— Senhor Bárbara? Pode chamar de Lucas mesmo. — me sinto como um coadjuvante assistindo esse reencontro estranho dos dois.

— Não vamos discutir! — ele assente.

— Você aceita voltar a trabalhar aqui? — direto como sempre.

— Aceito. Quero saber como isso vai ser?

— É simples! Você trabalha aqui ou em casa. Para mim tanto faz, contando que você faça  o seu trabalho direito, para mim está tudo bem. Tenho carta branca do meu pai e do conselho principal que sou eu, Pierre e o advogado do meu pai. — fala sorrindo. Ele estava querendo enganar quem? Ele queria passar a imagem que não  estava mais afim dela. Ela por outro lado estava bem agitada e o seu medo era visível. Ela cortava ele sempre que tinha uma oportunidade.

— Não quero discutir por que desde quando eu entrei para essa empresa as coisas sempre foram estranhas. Vou aceitar o trabalho. Farei o meu melhor e tenho algo a dizes aos dois. — olho para ele assim como ele para mim e ambos olhamos para ela. Respira fundo ajeitando o cabelo por sobre o ombro. — Temos coisas a resolver. Nós três. — Lucas me olha de canto de olho e eu cruzo os braços virando a cadeira para ficar de frente para ela, enquanto a mesma continua de frente  para ele. — Eu não nego que tive uma paixonite por você Lucas. — aponta para ele e o mesmo esboça um sorriso presunçoso. —  E nunca escondi ou menti para Pierre sobre o assunto. — assinto. — A questão é a seguinte; essa situação está a cada dia mais insuportável, eu estou com Pierre e não vou troca-lo por você. — Lucas sorri como se já soubesse o que ela iria dizer. — Quero e tenho que trabalhar com os dois, então desejo que ambos sejam profissionais. Lucas peço para que me respeite como funcionária e como mulher comprometida que eu sou. — ele assente ainda sorrindo e isso está deixando-me cada vez mais intrigado. — Você Pierre. Peço para que entenda e confie em mim, que se eu tiver que trabalhar a sós com o Lucas será somente isso que faremos. Me respeite como profissional. — assinto um tanto quanto envergonhado. — E para finalizar, não tenho medo de nenhum dos dois, caso algo aconteça irei bater de frente com os dois e isso inclui deixar você! — aponta para mim. — E processar você por qualquer tipo de assédio. — ele se assusta e eu acabo sorrindo. — Estamos entendidos? — assentimos como dois cachorros. Ela levanta e fazemos o mesmo. — Posso começar a trabalhar ou não? — quase fiquei de p**com toda essa autoridade. Ela sai rebolando e fiquei olhando para aquela visão maravilhosa, que é aquele traseiro balançando se um lado para o outro. Quando olho para o lado Lucas está fazendo a mesma coisa.

O Chefe é meu pai? Histórias para pegar e não largar. Descubra agora