Capítulo 34

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Bárbara

São quase meia noite, é hora de jogar o buquê. Subi ao palco pedindo licença aos músicos.

— Cadê as solteiras? — todas gritam. — Por favor, todas para a frente do palco. — em instantes todas já estavam posicionadas, sorri ao ver que a única que não se levantou foi a Cynthia.

Claro que eu sabia que as possibilidades de eu conseguir jogar o buquê até ela era mínima, porém como eu era a noiva eu poderia fazer o que quisesse. Então fiz a famosa contagem da enrolação, repedi isso umas 3 vezes até que na última desci do palco caminhando até ela e entregando o buquê em suas mãos.

— Amiga desculpa, mas não estou em um bom momento para pensar em casamento. — diz assustada,

— Diga isso a esse velhote que está ao seu lado, por que ele quase solta fogos com a ideia. — digo e ela logo se vira para o meu pai e ele dá de ombros. — Viu? — ela cobre o rosto com as mãos e nós rimos. Estendo o buquê para ela e quem pegou foi ele.

— Pequei e pronto! — todos caem na gargalhada.

Daí em diante a festa seguiu bem divertida, foram muitas fotos e dança ao som do Dj, durante horas dançamos até Sophia me chamar pois minha avó já queria ir para casa. Puxo Pierre pela mão e vamos até onde ela estava.

— A senhora Aguentou muito ainda. — provoco.

— Está me chamando de velha dona Bárbara? — pergunta com as mãos na cintura.

— Claro que não, tenho amor a minha vida! — a abraço.

— Quando a vi com esse vestido quase pensei que era a sua mãe! — confessa sussurrando ao meu ouvido. Me afasto dela.

— A senhora sabia desse vestido?

— Sim! Eu e uma amiga dela fomos a modista para ela escolher, a vi provando ele umas duas vezes e depois tudo aconteceu e eu nunca pensei que o veria novamente, por um momento eu pensei que esse fosse uma réplica, feita com base em alguma foto ou desenho; mas nunca pensei que fosse o próprio. — ela toca a saia do vestido e depois volta a olhar-me nos olhos. Por um instante eu fiquei com raiva por te ver com o Marcio. — confessa — Mas quando você falou... eu percebi que logo, logo eu vou fazer a minha viagem também e que você precisa de uma família para lhe apoiar...

— Vó pelo o amor de Deus vamos deixar dessas conversas pesadas pelo menos por hoje. — peço não querendo encarar a realidade das suas palavras.

— Infelizmente minha neta, essa é a verdade. Pela lógica natural das coisas eu como mais velha envolvida nessa história eu tenho que ir primeiro que vocês. Desejo profundamente que você e ele se deem bem! O passado não se apaga, mas pelo menos vocês podem viver um futuro e sanarem as magoas juntos. — sabe quando você sente um aperto no peito de mal pressagio? Era isso que eu sentia. A abracei forte.

Passado esse momento João a colocou no carro e foi deixa-la em casa com Sophia e uma sobrinha dela que mora em Orlando e minha avó convidou para o casamento. Vejo o carro se afastar e o meu querido marido me abraça.

— Sei que você não gosta quando a sua avó fala assim, mas nós sabemos que ela está certa. — comenta.

— Não quero saber disso hoje. — me viro em seus braços e o beijo.

— Vocês deveriam procurar um quarto! — escuto a voz do meu pai.

— E vamos. — respondo desgrudando da boca do meu marido. — Vocês já vão?

— Pretendo terminar a nossa noite lá em casa, se é que me intende. — Cynthia bate no braço dele. — Não falei nada demais.

— Amiga já vamos, boa noite, quero várias fotos dessa viagem magnifica que vocês vão fazer para o Brasil. — nos abraçamos. Assim que ela me solta meu pai me abraça beijando minha testa segurando meu rosto entre as mãos.

O Chefe é meu pai? Histórias para pegar e não largar. Descubra agora