Ayla Stefanih nunca teve sorte na vida, desde cedo teve que batalhar para sobreviver. Órfã e sem ninguém para amá-la, pois, viveu em lares adotivos, até completar maioridade, sem nenhuma perspectiva de vida buscou uma forma de sobreviver em uma cida...
"Não adianta fugir, não adianta tentar se esconder de algo em sua vida,existe uma força maior chamada DESTINO,nossas escolhas podem mudar muitas coisas,mas o que é pra ser, sempre SERÁ!."
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Com um último adeus, corri, saindo do salão, indo pelo corredor que dava para os camarins. Meu coração explodindo em meu peito pelo o que eu estava prestes a fazer, pois, fugir não era o problema, ser pega e trazida de volta faria eu desejar ter sido vendida. Porque as poucas que sobreviveram jamais tentaram cometer o mesmo erro, e nunca comentaram o que Jacob fez com elas.
E olha só, lá estava eu, prestes a cometer a mesma burrice, e mais uma vez eu não tinha escolha, se aqui as coisas já eram difíceis, eu não queria imaginar sendo feita de objeto sensual todas as noites, enquanto houvesse vida em mim. Na boate você poderia escolher se iria dormir com algum cara, não era obrigatório, desde que você fizesse um bom show de striptease, entretece o público. Se os clientes gostassem e voltassem para te ver, estava tudo bem, pois, de certa forma a casa recebia seu lucro.
Em silêncio entrei em um dos camarins compartilhados, respirei aliviada por estar vazio, encostei na parede refletindo minha decisão. O primeiro soluço escapou da minha garganta, o pranto rompeu meu peito, pois eu estava com medo, apavorada, na verdade, pelo que poderia acontecer comigo, então me dei esse tempo para extravasar meus medos, antes de ir a procura de uma nova direção, um novo rumo para minha vida.
Como eu era a última a dançar naquela noite, não havia mais a correria de troca de figurino como ocorria sempre. Procurei minha bolsa em meio a bagunça de roupas espalhadas por todo lado, a encontrei em baixo de um sobretudo preto, rapidamente retirei do sutiã todo o dinheiro que consegui naquela noite, o colocando dentro da bolsa. Próxima missão foi achar a roupa que vim vestida de casa, uma coisa que essas garotas não eram, é ser organizadas. Tinha certeza que deixei minhas coisas tudo juntas, mas não encontrei nada naquele imenso lixão que era o camarim.
Concentrada na tarefa de achar minha roupa, não ouvi que alguém se aproximava, quase tive um infarto quando ouvi a voz grave do Nathan, um dos piores seguranças do Jacob, não preciso dizer que todas nós tínhamos medo dele.
- O chefe mandou você se apressar, seu show começará em cinco minutos. – Em sua expressão não havia nenhum requício de humor, mas em seus lábios havia uma sombra de um sorriso. – Ah, o Sr. Levis mandou você caprichar, hoje tem um convidado que veio somente para te ver. – seu sorriso se alargou, mostrando seus dentes amarelados pelo cigarro, permaneci petrificada o encarando, com receio que de alguma forma Nathan descobrisse que eu estava indo embora, e me impedisse, me arrastando pelo cabelo até Jacob
- Não se preocupe, farei o meu melhor para o convidado do chefe. – consegui falar sem desviar o olhar, por mais que eu tivesse medo dele, não queria demonstrar, só atiçaria seu lado masoquista.