Ayla Stefanih nunca teve sorte na vida, desde cedo teve que batalhar para sobreviver. Órfã e sem ninguém para amá-la, pois, viveu em lares adotivos, até completar maioridade, sem nenhuma perspectiva de vida buscou uma forma de sobreviver em uma cida...
Havia se passado um ano desde meu casamento com Chris. Como ele optou por trocar a carreira de ator por diretor, ele tem passado mais tempo em casa, o que é ótimo, as meninas amam quando ele está em casa, as ajudando a fazer bagunça pela casa. Eu mesmo sendo um pouco tarde segui meu sonho e entrei na faculdade de Literatura Inglesa, e tem sido ótimo realizar meus sonhos, é gratificante fazer algo por si mesma.
- Mãe! - Aurora entra no quarto, desesperada.
- Se acalma, e me conta aonde é o incêndio. - me abaixo para que eu posso ficar na altura dela.
- Não consigo achar a Belinha. Como vamos para Orlando sem minha boneca, não possa deixá-la. - ela realmente parece desesperada.
- Vamos achá-la, tudo bem? - ela acena.
Depois de uma busca minuciosa achamos a pobre Belinha perdida no meio das almofadas dentro da barraca. Aliviada, Aurora abraça a boneca como se fosse sua filha, sorrio do seu jeito dramático. A deixo com sua boneca, e volto para minha tarefa de arrumar sua mala, assim que termino saímos a procura da Mia em seu quarto.
- Mia está pronta? - ela pega sua mochila se juntando a nós e descemos a escada.
Aproveitamos a férias de verão e decidimos ir para Orlando. As meninas estão animadas para ir mais uma vez para os parques da Disney, pelo visto sou a única aqui que ainda não foi, já que Chris já as tinha levado. Iríamos encontrar com Carly e a pequena Stella, sobrinha do Chris, no aeroporto, de alguma forma surpreendente consegui a confiança de todos, principalmente da Lisa, que é uma mulher admirável.
Enquanto Chris e o Afonso organizavam as malas no carro, ajeito as meninas na cadeirinha.
- Tudo pronto? - Chris me abraça por trás, beijando meu pescoço.
- Sim, estamos prontas. - viro ficando de frente para ele que sorri, eu amo seu sorriso. E só de pensar que quase o perdi, que eu jamais iria acordar e tê-lo comigo, sinto um aperto no peito.
Aquele dia meu mundo quase desabou novamente. Acordamos no meio da noite com o alarme da casa disparando, assustado, Chris levantou e pediu que eu fosse ver as meninas. Acordei a Mia e a levei para o quarto da Aurora, esperamos que Chris voltasse, mas mesmo com o alarme sendo desligado ele não havia voltado.
De alguma forma eu sabia que algo estava errado, ainda mais quando ouvi barulho de algo sendo quebrado no andar de baixo. Eu não podia deixar as meninas sozinhas, mas eu tinha que ver se Chris estava bem, então as levei para o closet e pedi que ficasse ali até que eu voltasse, mesmo assustada, elas obedeceram, caso eu demorasse, pedi que a Mia ligasse para a polícia.
Ao chegar na sala tudo estava calmo, era noite de folga dos empregados, estávamos sozinhos. Olhei para escada vendo a porta da biblioteca aberta e com as luzes acesas. Eu jamais esperei vê-lo novamente, depois do Jacob, com toda certeza, Nathan era a segunda pessoa no mundo que eu odiava com todo o meu ser. E ali estava ele na minha casa, apontando uma arma para mim e para meu marido desmaiado no chão.
- Senti saudades, docinho. - a sua voz ainda me causava repulsa.
- Como conseguiu entrar? - fiz menção de ir até Chris, mas ele me impediu engatilhando a arma enquanto mirava para Chris inconsciente.
- Não foi nada fácil te encontrar, por sorte tem sempre uma notícia do seu marido por aí. E talvez eu tenha matado os seguranças, mas isso não importa.
- O que você quer, Nathan? Você deveria estar preso.
- Era o que você queria, não era? Aprendi algumas coisas preso, uma delas, sempre faça amizade com o mais forte. E eu tinha que acertar as contas com você, a vadia que me colocou naquele inferno.
Nathan caminhou, me encurralando contra a porta. Furiosamente ele agarrou meus cabelos, me puxando, jogando-me sobre a mesa que eu usava para estudar.
- Eu sabia que você ferraria com minha vida, eu falei pro Jacob. Mas aquele idiota estava obcecado por você, o dia que ele levou várias facadas no pátio do presídio foi o dia mais feliz da minha vida.
Ainda possuído pela fúria, Nathan levanta minha cabeça batendo no tampo da mesa, sinto minha vista escurecer por um breve momento. Naquele momento eu percebi que se eu não fizesse nada, o louco que me xingava zangado iria matar minha família e eu não podia deixar isso acontecer. Ainda com a vista embaçada vi a tesoura brilhando sobre a mesa, a peguei sem que ele percebesse.
- Então é isso, veio aqui para me matar? Sua vida deve ser realmente uma droga se esse é seu único objetivo. - eu precisava o distrair até que Mia fizesse o que eu pedi, em breve a polícia viria e estaríamos salvo.
- Ah não, esse não é meu único objetivo. Primeiro vou matar seu amado, e depois a filha da vadia da Miriam, pois é, eu tenho observado você. Vou fazer você ver os três morrendo e depois cuido de você.
Enquanto ele falava seu aperto sobre mim diminuiu, aproveitei e bati minha cabeça na dele no momento que ele se abaixou para falar próximo ao meu ouvido. Quando ele me solta, me virei, o vendo cambalear para trás.
- Sua vadia. - Nathan partiu para cima de mim, me derrubado sobre a mesa novamente, mas dessa vez ficamos cara a cara. - Talvez eu me livre de você primeiro, vou fazer de uma forma bem dolorosa.
Nathan pegou em minha garganta, me sufocando. Tentei empurrá-lo, mas não adiantava, nada o fazia me soltar. Eu era tudo entre ele e minha família, e não desistiria tão fácil, apertei a tesoura entre meus dedos e antes que ele percebesse enfiei em seu pescoço, senti a resistência de sua pele contra a ponta da tesoura, com toda a força que eu tinha empurrei até enfiá-la completamente e o sangue jorrar, espirrando em mim. Ele soltou meu pescoço, se engasgando com o próprio sangue, o observei morrer no chão da biblioteca.
Naquele dia eu salvei minha família, é o que eu digo a mim mesma, sempre que penso nos olhos do Nathan me encararem antes da vida se esvair dele.
- Ayla? - desperto dos meus pensamentos com Chris me chamando. - No que você estava pensando? - ele retira um fio do meu cabelo sobre meu rosto.
- Que estamos atrasados. Vamos, estou ansiosa para nossas férias de verão. - eu não quero que ele saiba o quanto aquela noite me aterroriza. Tudo o que importa é que estamos aqui, todos juntos.
O beijo, e mesmo depois de tanto tempo juntos, seu beijo ainda tem a capacidade de me tirar o ar. Entramos no carro e seguimos rumo as férias com a minha família.
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