Ayla Stefanih nunca teve sorte na vida, desde cedo teve que batalhar para sobreviver. Órfã e sem ninguém para amá-la, pois, viveu em lares adotivos, até completar maioridade, sem nenhuma perspectiva de vida buscou uma forma de sobreviver em uma cida...
"O quão feliz é uma pessoa depende da profundidade de sua gratidão."
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No dia seguinte acordei com a luz do sol iluminando todo o quarto. Como isso aconteceu? Eu não tenho idéia. Tenho certeza que as persianas estavam fechadas quando eu adormeci, ou achei que estavam fechadas. Com cuidado, sentei encostando-me à cabeceira da cama, a procura de algum sinal de quem tenha aberto as janelas, mas não havia ninguém. Observei meu lindo pezinho, que continuava do mesmo jeito, redondo feito uma batata gigante, bufei frustrada pela minha situação de merda. Tudo bem, eu precisava acreditar que as coisas melhorariam, era só uma fase ruim... Todo mundo tem suas fases ruins, comigo não poderia ser diferente, está certo que a minha já durava uma eternidade, um detalhe irrelevante.
No mesmo instante, Angel entrou no quarto sorridente com uma bandeja de café da manhã, depositando sobre meu colo. Desde ontem vinha sendo mimada por ela, a última vez que alguém me tratou dessa forma minha doce tia ainda era viva.
- Achei que você acordaria com fome. - Sentando ao meu lado, ela olhou para meu pé. - Como está o tornozelo, ainda doendo muito?
- Obrigado pelo café. A dor aumenta sempre que movimento o pé, desde que eu o mantenha imóvel não sinto tanta dor. - tomei meu café em silêncio após seu questionamento sobre meu bem estar.
Sob a borda da xícara de porcelana reparo em Angel, seus sorrisos emoldurados em seus lábios grossos parecem ser tão naturais para ela, cílios espessos em duas orbitas negras, ela realmente parecia um Angel de cabelos cacheados.
Quando terminei, Angel pegou a bandeja e a colocou sobre a mesinha. Igual a um furacão, uma outra garota entrou no quarto olhando de mim para Angel com ar indignado.
- Sabia que você estaria aqui em cima, só porque você se tornou a preferida do chefe, não quer dizer que eu tenho que fazer todo o seu trabalho por você.
A moça que eu não sabia o nome nos olhava zangada, pondo a mão na cintura, como uma mãe repreendendo seus filhos.
- Quando foi que pedi para você fazer meu trabalho por mim? – Angel revirou os olhos para a outra.
Sem entender nada do que se passava, continuei a observar a discussão das duas, que parecia não se darem muito bem. Ou talvez fosse a antipatia da outra que não ajudava em seu bom relacionamento com seus colegas de trabalho.
- O Sr. Evans avisou que chegará em poucos minutos. A Nina precisa de sua ajuda para terminar o almoço a tempo, mas em vez disso você está aqui com essa daí. - Não tinha certeza, mas achei que ela não gostava muito de mim, e não era a primeira vez, a maioria das garotas da boate me odiava por achar que eu ficava com os melhores clientes, como se isso fosse uma coisa para se gabar, eu apenas fazia meu trabalho, um que eu era obrigada a fazer.
- Deveria ter mais respeito pela hóspede do chefe. - Angel se levantou com toda a calma do mundo, pegou a bandeja, indo para a porta.
- Como se ela se desse ao respeito, quem anda pela cidade de apenas lingerie durante a madrugada? Nós sabemos que tipo mulher faz isso. - A outra garota disse com cara de nojo direcionado a minha pessoa, o julgamento dela não estava de todo errado, ainda assim, era incômodo saber o que ela pensava sobre minha pessoa.