Ayla Stefanih nunca teve sorte na vida, desde cedo teve que batalhar para sobreviver. Órfã e sem ninguém para amá-la, pois, viveu em lares adotivos, até completar maioridade, sem nenhuma perspectiva de vida buscou uma forma de sobreviver em uma cida...
"A coragem não é ausência do medo; é a persistência apesar do medo."
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Sozinha, penso que se eu tivesse oportunidade faria tudo diferente, se soubesse que fugir da boate me levaria a vivenciar aquele momento que definiu minha vida, jamais o teria feito. Cada má escolha que fiz me trouxe para o momento deplorável em que me encontro. O pior é saber que perdi a única pessoa que amei mais que minha própria vida, e a perdi por causa dessas escolhas.
Saí do estupor que eu me encontrava olhando para Miriam caída sem vida na minha frente, tentei várias vezes fechar e abrir os olhos, na tentativa boba de fazer a imagem sumir da minha mente. A ânsia subia pela minha garganta a medida que o sangue da minha amiga escorria pelo chão de sua sala, a culpa me consumia por tê-la colocado nessa situação. Me dei conta que Mia era como eu agora, uma órfã sozinha no mundo, a mercê de um louco sem coração e assassino de sua mãe. E o pior, o mesmo mundo cruel que me tirou a esperança, iria devorar aquele pequeno anjo, tirando toda a sua inocência.
- O que você fez com a Mia? – era minha preocupação naquele momento.
- Não se preocupe, ela está segura. Acha mesmo que eu faria mal a uma criancinha indefesa, não sou sem coração, como você pensa, Ayla. – se não fosse a dor em meu peito, teria tido forças para revirar os olhos.
- Para de histórias, Jacob, todo mundo que te conhece sabe que você não passa de um cretino que não se importa com ninguém, além de si mesmo. – debochei.
- Cuidado, Ayla, você não quer ser responsável por mais uma morte, não é? Ou teria que adicionar a criança na sua lista de culpa. – Não podia acreditar que ele faria mal a Mia, não quando ele acabou de assassinar a mãe dela, a sangue frio.
- Quero vê-la, Jacob, ou nosso acordo acabará, não tenho nada a perder mesmo. – precisava saber que a garota estava viva, ou pelo menos bem.
- É aí que você se engana, sei que você tem um apego a menina. E levando em conta que você sabe o quanto é difícil ser órfã em uma cidade como nova York, você pensará duas vezes antes de virar as costas para uma pobre menina. Ainda não sabendo qual será o destino dela se eu a mantiver sob meus cuidados. É isso que você quer, que ela tenha o mesmo destino seu e da mãe vadia dela?
Não tinha o que responder, eu sabia que ter o mesmo destino que o meu ou da Miriam não era o que eu queria para uma garotinha que acreditava em unicórnios. Mia sofreria muito mais se eu permitisse que Jacob tenha qualquer poder sobre ela. Sem Miriam para protegê-la, eu era tudo o que Mia tinha toda a família dela, e faria tudo o que tivesse ao meu alcance para mantê-la longe desse desgraçado.
- Perfeito. Acho que chegamos a um acordo, agora ouça o que você terá que fazer. – a minha situação estava ficando cada vez mais péssima, minha amiga morta, a filha dela a mercê do assassino, e o que veria a seguir me causava um frio na espinha. - Pegue o celular e ligue para ele. Invente qualquer mentira sobre seu sumiço de hoje, o convença de que se arrependeu de ir embora. Quando estiver de volta a casa, consiga a confiança dele de forma que ele será capaz de dar a vida por você.