Ayla Stefanih nunca teve sorte na vida, desde cedo teve que batalhar para sobreviver. Órfã e sem ninguém para amá-la, pois, viveu em lares adotivos, até completar maioridade, sem nenhuma perspectiva de vida buscou uma forma de sobreviver em uma cida...
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Tudo que eu tinha que fazer era seguir meu plano certinho, e tudo daria certo. Primeiro fui a consulta, a Dra. Kate, uma recomendação do meu antigo ortopedista, foi muito simpática. Muito atenciosa, ela fez perguntas minuciosas do que poderia ser a causa das minhas dores de cabeça que algumas vezes eram falsas, desculpe se eu o deixei preocupado por nada, em minha defesa, eu me sentia péssima por mentir. Chegando a um diagnóstico que o motivo seria meu estado de nervos, com uma receita e recomendações para que eu controlasse minha ansiedade, como se fosse fácil tendo o Jacob atormentando minha vida a cada segundo, sorri para a médica, garantindo que seguiria suas recomendações.
Saí do consultório pior do que entrei, já que meu próximo destino seria para o local da entrega do carro, o pânico me causava tremores pelo corpo. A cada segundo que passava eu ficava mais apreensiva, sem acreditar que eu realmente iria seguir em frente com o plano idiota do Jacob, era insano, eu sabia, mas eu não tinha mais controle sobre eu mesma, o que era uma droga, e uma péssima forma de se viver. Procurei uma farmácia próxima ao local que eu teria que parar, era minha desculpa do porque eu parei quando eu deveria estar voltando para casa.
Avistei uma farmácia na esquina do lugar combinado, parei o carro em uma vaga na rua, saí a procura do parquímetro, o achei alguns metros abaixo de onde eu estacionei, coloquei algumas moedas o suficiente para permanecer na vaga uns 20 minutos, peguei o ticket e voltei para o carro. Enquanto esperava me imaginei mil vezes indo embora sem rumo, sinto muito, sei que prometi não te deixar, mas nessas situações meu lado covarde tende a falar mais alto.
- Sentiu minha falta, lindinha? – Meu corpo se enoja sempre que ouço a voz de Nathan.
- Posso imaginar mil coisas que eu preferia estar fazendo nesse momento do que estar aqui olhando para sua cara nojenta. – falei, me vira de frente, vendo seu sorriso debochado deixando a mostra seus dentes amarelados.
- Me deixa imaginar. – ele coloca a mão no queixo em uma pose pensativa. – uma das coisas que você preferia estar fazendo seria abrindo as pernas e dando para seu amorzinho.
Dou um revirar de olhos ao ouvir suas palavras nojentas, enquanto imaginava batendo sua cabeça no parquímetro várias vezes, um pouco agressivo, eu sei, mas agora você deve entender o porque eu odiava tanto, e ainda odeio.
- Por que não vamos logo com isso? Meu tempo no parquímetro está acabando.
- Claro. Como quiser, passas as chaves. – Nathan encostou-se ao carro como se fosse o dono, porco nojento.
- Não mesmo, vou destravar as portas, você entra e liga o carro manualmente. Preciso das chaves para confirmar que fui roubada. – juro que não sou uma criminosa, só não queria ser pega, ao menos, não enquanto Mia estivesse em perigo.
- Pensou em tudo. Talvez seu dom seja mesmo na criminalidade. – dei outro revirar de olhos, dois em menos de 5 minutos, Nathan tem o dom de me irritar.