Ayla Stefanih nunca teve sorte na vida, desde cedo teve que batalhar para sobreviver. Órfã e sem ninguém para amá-la, pois, viveu em lares adotivos, até completar maioridade, sem nenhuma perspectiva de vida buscou uma forma de sobreviver em uma cida...
"A esperança é um alimento da nossa alma, ao qual se mistura sempre o veneno do medo."
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Acordei desorientada, sem saber que horas era, olho para janela do quarto vendo o céu escuro, já era noite, não fazia idéia de como vim parar no quarto. A última coisa que lembro foi que adormeci na sala vendo filme, era absurdo pensar que você subiu a escada me carregando no colo, e que eu não tenha acordado nesse processo. Sentei na cama, não encontrado você no quarto, droga, o jantar com os seus amigos, olhei para a mesinha vendo que já passava das sete horas. Não estava com ânimo para ir ao jantar, passaria todo o tempo fingindo que tudo estava bem, quando sei que não estaria me divertindo, e provavelmente atrapalhando sua noite. Era loucura minha achar que poderíamos ter um relacionamento normal sabendo que, mesmo tendo certeza do que eu sentia por você, eu ainda estaria mentindo e manipulando você.
Frustrada, me joguei sobre a cama, virei para o lado abraçando seu travesseiro, expirando seu perfume que tem feito parte de mim.
- Por favor, fala que você já está quase pronta. – abri os olhos, o vendo de pé parando ao lado da cama, me fitando.
Como eu queria arrancar suas roupas e me perder em seus braços pelo resto da noite, me deliciar com seus beijos. Mas não posso sem ser completamente verdadeira, nem ao menos isso, tudo por culpa daquele estúpido do Jacob que se acha dono da minha vida.
- Ayla, levanta ou vamos chegar atrasados.
- Eu não vou mais. Não estou me sentindo muito bem. – falei, brincando com alguns fios soltos no travesseiro, evitando olhar nos olhos.
- O que você está sentindo? – ele vem se sentar na beira da cama.
- Só estou com uma forte dor de cabeça. – dei a desculpa de sempre, a que eu uso para não transarmos.
- Você tem sentido muita dor de cabeça, talvez fosse melhor procurar um médico. – me odiei por deixá-lo preocupado sem motivos.
- Farei isso essa semana. – prometi, só para não preocupá-lo ainda mais.
- Tudo bem. – Chris levanta pegando a carteira e o celular sobre a mesinha, se abaixando para me dar um beijo rápido, acariciando meu rosto afetuosamente. Indo para a porta você para, virando em minha direção. – Sei que pode parecer loucura, mas é uma desculpa, a dor de cabeça, por causa da visita do seu ex? – vi no seu olhar o arrependimento, mas eu entendia o porquê estava questionando.
- QUÊ! Não, o que te faz pensar isso?
- Você tem estado apreensiva desde que vocês conversaram, é como se você estivesse em outro lugar. Igual ao dia que você decidiu ir embora, havia tristeza em seus olhos, algo como arrependimento. Ainda sente alguma coisa por ele?
Lá estava eu te magoando com minhas mentiras, não sabe como eu me sentia mal com toda aquela situação, me matava por dentro. Como eu queria poder dizer a você que não havia ex nenhum, que nunca ninguém despertou sentimento em mim como os que eu sentia por você. Mas eu era covarde demais para contar toda a verdade, havia muito mais em jogo, não só a minha felicidade, mas também a vida de uma pessoa importante pra mim.
- Não. O Nathan não significa nada para mim, não havia sentimentos em nossa relação. Percebo isso agora, vejo a diferença de como me sinto quando estou com você, de como era com ele, só havia medo, nada mais. – era o resumo da minha vida com Jacob sugando minha felicidade.
- É talvez eu esteja exagerando com medo que você decida voltar para ele. Ou que seu medo seja maior que os seus sentimentos por mim, e você me deixe novamente.
- Isso não vai acontecer, eu prometo. - eu não devia ter feito essa promessa.
Você pareceu suspirar aliviado, com um sorriso que iluminou ainda mais o azul dos seus olhos, veio deitando por cima de mim, prendendo meus lábios com dentes, me beijando em seguida com volúpia. Eu queria tanto dizer a ele que eu o amava, mas não podia fazer isso enquanto eu estivesse mentindo, depois poderia parecer mais uma mentira também. Não queria que achasse que nada que vivemos não fosse verdadeiro, por favor, acredite, te amei de uma forma que jamais achei que seria possível, e sei que um amor como o nosso não existirá mais na minha vida.
- Tenho que ir. – acenei, ainda o beijando sem querer deixá-lo ir. – Prometo não demorar muito. – com um último beijo, você saiu do quarto.
Aproveitei por estar sozinha, resolvi tomar um banho com mais calma, entrei nua no Box do seu banheiro, liguei o chuveiro, sentei no chão deixando que a água escorresse por todo meu corpo enquanto refletia sobre meus erros. Desejei ter tido uma vida diferente, que meus pais não tivesse me abandonado, que minha tia não tivesse morrido, e que eu tivesse a possibilidade de ir atrás dos meus sonhos, e que estar com você não fosse tão complicado. Mas sei que nem tudo poderia ser como eu queria, apesar de que temos livre arbítrio para tomar nossas decisões, naquele momento eu tinha perdido meu livre arbítrio, Jacob ditava as regras me fazendo dançar conforme a sua dança.
Com preguiça de ir ao meu quarto, vesti uma camisa qualquer do Chris, amava sentir seu cheiro em meu corpo. Desci para um lanche rápido, sentei na penumbra comendo meu sanduíche, limpei a bagunça que fiz na cozinha deixando da mesma forma que Nina havia deixado antes de recolher. De volta ao quarto, deitei procurando na TV um filme para assistir, deixei em um filme qualquer de romance que passava em um canal qualquer. O sono se manifestou em poucos minutos de filme, consegui me manter alerta pelas próximas horas, desliguei a TV quando o filme acabou, não havia mais nada interessante passando, apaguei a luz do abajur deixando o quarto na escuridão.
As horas foram passando enquanto eu encarava o teto sem sono, devia ter deixado a TV ligada se isso fosse me ajudar a dormir, me dei conta que talvez ter saído com Chris tivesse sido a melhor opção em vez de ficar olhando para nada. Em algum momento da noite apaguei, horas depois acordei assustada com barulho no quarto, minha atenção se voltou para a porta do quarto sendo aberta, Chris entrou esbarrando em um vaso próximo a porta, o derrubando.
- Merda!
Sorrio de seu jeito desastrado quando bebe.
- Ainda está acordada? – sua voz sai arrastada, pelo visto a saída com os amigos foi boa. Não respondo nada permanecendo em silêncio.
Com ajuda da luz que entra pela janela vejo sua roupa sendo amontoada no chão, completamente nu, deitou ao meu lado. Esperei por qualquer avanço dele, mas nada, tudo que ele fez foi passar os braços pela minha cintura me abraçando, sua respiração tornou pesada adormecendo. Sentindo o calor de seus braços e sua respiração em minha nuca, adormeci logo em seguida, é como se meu corpo esperasse por você para se sentir protegido.
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