Ayla Stefanih nunca teve sorte na vida, desde cedo teve que batalhar para sobreviver. Órfã e sem ninguém para amá-la, pois, viveu em lares adotivos, até completar maioridade, sem nenhuma perspectiva de vida buscou uma forma de sobreviver em uma cida...
"Otimismo é a mania de sustentar que tudo está bem quando tudo está mal."
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Querido Chris.
Hoje tive mais um encontro com o Dr. Anthony, conversamos bastante, mas não tive nenhuma notícia sua como sempre. Sei que não tenho o direito de saber sobre sua vida, o que você tem feito, se conheceu outra pessoa, talvez esse seja o motivo de o Dr. Anthony não querer falar sobre você. A melhor parte da visita foi que inesperadamente ele me trouxe mais papéis, eu tinha esquecido de pedir na nossa última conversa da semana passada. Agora posso continuar escrevendo, enquanto meu futuro é decidido. Preparado para saber o resto da história, das mentiras que contei, que foram decisivas para desenrolar da história?
Como você sabe, eu estava uma bagunça, meu coração entrava em desacordo com minha razão o tempo todo. Eu tinha que achar uma forma de salvar a Mia sem prejudicar você, mas era mais difícil do que eu pensava. Enquanto isso, deixei nosso relacionamento seguindo seu curso, me esforçando o máximo para não te magoar, ser a pessoa que você precisava que eu fosse. Havia dias que eu pensava em desistir contar tudo e sofrer as consequências implorando pelo seu perdão, até eu imaginar como estaria a Mia, Jacob não me dava notícias ou me deixava falar com ela, era sua forma de tortura, ele era bom nisso.
Em uma de nossas conversas você me convenceu a voltar estudar como eu sempre quis, com sua ajuda procurei por faculdade que aceitasse meus créditos da faculdade comunitária como pontos para iniciar um novo ano. Fazia algumas semanas que eu esperava por qualquer resposta, minha ansiedade me torturava com medo de não ser aceita. Era minha única escolha que não afetaria a vida de ninguém, a não ser a minha própria.
Em uma manhã de sexta eu estava entediada de não fazer nada, resolvi sair a procura de algo que me fizesse manter os pensamentos ocupados. Você pode imaginar como era difícil ser eu naqueles dias, ser consumida por culpa sempre que olhava para você ou quando eu pensava em como estaria a Mia. Eu me sentia a pior pessoa do mundo por ser a causadora do sofrimento de duas pessoas importante para mim.
Encontrei Angel na cozinha sozinha, lendo um livro de receitas de Nina. Ela dizia que era bom escrever suas receitas, assim ela não corria o risco de esquecer, e que futuramente alguém poderia usar suas receitas para alegrar gastronomicamente outra pessoa. Sabia que foi dela que tirei a idéia de escrever para você? Pois é, mas para mim é uma forma de você entender o que se passava em minha mente, saber que eu não sou uma pessoa tão ruim como você dever estar pensando agora, enquanto lê ou não, nunca vou saber se você realmente recebeu minhas cartas.
- O que você pretende fazer? – Perguntei, me aproximando de Angel.
- Nada. Não tenho nada para fazer, Nina deixou o livro de receita em cima da bancada na pressa de ir ao mercado, resolvi ler para passar o tempo. – uma forma de leitura peculiar de dizer.
Angel virou a página, parando em um bolo simples, aos meus olhos parecia ser fácil, só tinha que seguir a receita. Para uma pessoa que só sabia cozinhar o básico do básico, chegando a quase nada, resolvi tentar. O que de ruim poderia acontecer? Nada, no máximo o bolo não seria comível.