Ayla Stefanih nunca teve sorte na vida, desde cedo teve que batalhar para sobreviver. Órfã e sem ninguém para amá-la, pois, viveu em lares adotivos, até completar maioridade, sem nenhuma perspectiva de vida buscou uma forma de sobreviver em uma cida...
"A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente."
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Era um dia como outro qualquer, eu e Angel passávamos muito tempo juntas enquanto você estava envolvido no trabalho, em alguns meses ele estaria indo gravar o novo filme. Assim eu curtia meus dias com Angel, uma distração das ameaças de Jacob por eu me negar a fazer o que ele queria. Naquelas últimas semanas Jacob ficava me ligando e mandando mensagens querendo que eu passasse informação sobre a casa, como número de funcionários, seguranças. Além de querer informações pessoais sobre coisas de valor na casa, se tinha cofre, obra de artes, eu ignorava a maioria das ligações, mas eu sabia que em algum momento eu teria que fazer o que ele queria, já que como forma de punição, Jacob limitou qualquer informação sobre Mia, eu não fazia idéia de como ela estava e nos momentos que eu me via sozinha essa incerteza de não saber como ela estava me afligia muito.
Eu e Angel estávamos deitadas na cama vendo um programa qualquer na TV, enquanto eu tentava obter detalhe do romance dela com Afonso. Pois é, os dois tem estado muito próximos há algum tempo, e eu super apoio. Os dois são ótimas pessoas que merecem serem felizes juntos, Angel já passou por momentos complicados, abrindo mão da própria felicidade pela da família, e agora está na hora dela ter a própria felicidade. E eu e a família dela, da qual eu tive a oportunidade de conhecer no último fim de semana, torcemos para que tudo dê certo para esse anjo que tem feito toda diferença nas nossas vidas.
- Tudo bem. Vamos sair nessa quinta, na verdade, vou levá-lo para conhecer minha família e depois ele me levará para jantar. Satisfeita? – Angel eleva a sobrancelha dela, uma característica dela quando quer ser desafiadora.
- Na verdade não, achei que eu merecia mais detalhes, mas me contento com isso por enquanto. – sorrio.
- E como estão às coisas entre você e o Sr. Evans?
- Tudo bem.
As coisas estariam bem, desde que você não soubesse das coisas que eu fazia quando você não estava em casa. Ouço meu celular tocar sobre a cama, o pego vendo uma chamada sua, uma foto nossa rindo um para o outro com o Central Park de cenário ao fundo aparece na tela.
- Oi
- Oi, linda. Poderia me fazer um favor?
- Claro.
- Passarei no banco antes de ir ao estúdio gravar o programa de TV, e preciso de uns papéis que estão no cofre, poderia pegá-los para mim e entregar para o Afonso?
- Tudo bem. Mas não tenho idéia de onde fica o cofre, nem sabia que você tinha um em casa.
- Fica no closet, é mais pratico par guardar coisas importante e de valor.
- Espera só eu chegar no seu quarto.
Deixo Angel na sala, e sigo para o quarto, indo direto para o closet, olho para o cômodo detalhadamente imaginado onde alguém poderia esconder um cofre. Tudo o que vejo são roupas, do lado esquerdo todos os compartimentos estão lotados com camisas, calças de todos os tipos, há dois balcões com gavetas e do lado direito mais compartimentos com blazes, camisas sociais, jaquetas e sapatos variados. Entre os dois armários de sapatos há um balcão com mais gavetas em cima um espelho médio.