Capítulo 13

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"A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas."

"

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  Enquanto esperávamos o almoço, Scott iniciou uma conversa sobre a fundação em que trabalhava. Junto com a mãe criaram a Evans Foundation, voltada a cuidar de mulheres que sofreram violência doméstica. As vítimas recebiam uma rede de apoio, principalmente psicológico, um lugar para permanecer enquanto reestruturava sua vida novamente, longe do agressor.

- É incrível o que vocês fazem por essas mulheres. Mas por que, especificamente, violência doméstica? – uma dúvida que surgiu em minha mente.

- Podemos apenas dizer que é um assunto delicado em nossa família. – Scott respondeu, sendo evasivo.

 Com sua resposta pude captar que alguém, a mãe ou a irmã, havia passado por isso. Sendo um assunto pessoal, não quis insistir em um assunto que não me desrespeitava.

 Durante uns longos minutos em silêncio, percebi que os irmãos trocavam olhares estranhos, como se comunicando, sem emitir nenhuma palavra. Scott, antes esparramado na poltrona a nossa esquerda, ajeitou a postura, antes que dissesse algo, olhou novamente para o irmão ao meu lado, recebendo um aceno para prosseguir.

- Como eu havia dito, é um assunto delicado. Mas como vocês dois estão juntos, e creio que meu irmão confia em você, compartilharei um pouco sobre como as duas mulheres importantes de nossa vida passaram pela mesma situação. – então eu estava certa, a mãe e a irmã já sofreram violência doméstica. – A história é o seguinte, nossa avó sofria muito com a agressividade do marido, que desde cedo já a agredia. Naquela época mesmo que a mulher pedisse ajuda a quem quer que fosse, não era ouvida, acreditavam que "em briga de marido e mulher ninguém mete a colher", o que eu acho um absurdo. – Scott finalizou com um dar de ombros, mas triste com essa constatação. No caso errei, jamais achei que fosse a avó que era agredida.

- Nossa avó só se livrou das agressões do marido quando o mesmo faleceu, mas foram anos sofrendo constantemente, junto com a filha pequena. – eu estava abismada com o que eu ouvia, era horrível pensar em tudo o que sua avó passou, e ainda mais pensar que a filha pequena passava pelo mesmo, que homem cruel.

- Mas o que nossa mãe não sabia era que passaria pelo mesmo destino de sua mãe. – Scott disse, ainda mais triste. Olhei dele para você, assustada com o rumo da história.

- Seu pai também...

- Não! – Scott respondeu antes que eu fizesse a pergunta. – Mesmo todos nós pequenos, temos ótimas lembranças de nosso pai, ele jamais levantou a mão para nossa mãe, ou para seus filhos.

- Então a mãe de vocês, casou-se de novo? – perguntei confusa.

- Sim. Infelizmente, quando ainda éramos pequenos, entre seis e três anos, nosso pai faleceu de infarto fulminante. – minha nossa, que tragédia, eles eram tão pequeno para ter pedido o pai tão de repente.

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