Ayla Stefanih nunca teve sorte na vida, desde cedo teve que batalhar para sobreviver. Órfã e sem ninguém para amá-la, pois, viveu em lares adotivos, até completar maioridade, sem nenhuma perspectiva de vida buscou uma forma de sobreviver em uma cida...
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QUERIDO CHRIS
Já faz três semanas que escrevo sem parar para você, e nem ao menos sei se você tem recebido minhas cartas, ou talvez tenha as recebido e as ignorou no fundo de uma gaveta qualquer. Não tenho nenhuma notícia sua, acho que isso seja um indicativo que você tenha me tirado de vez da sua vida, e eu tenha apenas alimentado minhas esperanças que um dia você me perdoe. Vou deixar minhas lamentações de lado e ir direto ao que interessa, espero que esteja preparado, há uma remessa de mentiras para enfim contar a você.
Fui despertada na manhã seguinte da melhor forma possível, depois de ter tido uma noite maravilhosa que eu jamais imaginaria que um dia eu teria. Você despertou-me com beijos suaves por todas minhas costas, subindo para meu pescoço, deixando meu corpo todo aceso, me fazendo ter lembranças da noite de anterior. Abri os olhos ainda sonolentos, virei de frente, me deparando com um par de olhos azuis me olhando fixamente, acompanhado de um sorriso sexy. Satisfeito por ter me acordado, você sentou sobre as pernas com as mãos apoiadas sobre as coxas.
- Que horas São? – perguntei, piscando os olhos por causa da claridade.
- A senhorita dormiu muito, imagino que sua noite tenha sido muito boa ou algo a fez ficar muito cansada. – Seu sorriso se expande, o deixando ainda mais lindo. – É exatamente meio dia. – você disse olhando no relógio em seu pulso.
- Quando você acordou? – Reparei em seu cabelo úmido debaixo de um boné azul virado para trás, em sua camisa pólo branca, que deixa seus músculos em evidência, e sua bermuda cinza, que o deixa parecendo um garotão.
- Acordei muito cedo, fui à academia com meu irmão. Cheguei faz uma hora, tomei banho e a senhorita não acordava. Sugiro que você levante essa bunda gostosa dessa cama, temos visita, que já devem estar chegando.
Soltei um bocejo, me perdendo em suas palavras, me sentia revigorada pelas horas de sono que tive, sem os pesadelos recorrentes do Jacob me perseguindo.
- Você quis dizer que você tem visita, não é? – não havia ninguém para me visitar, somente a Miriam, mas seria muito arriscado ela vim em sua casa, Jacob logo saberia que estávamos em contato.
- Não. Eu quis dizer exatamente o que eu disse. Anda, você não vai querer conhecer meu irmão estando apenas de camiseta, não será uma boa primeira impressão. Quer dizer, eu até gosto de você assim, na minha cama com essa carinha de sono e os cabelos selvagens, mas acho que meu irmão não ficará muito impressionado.
- Por que você quer que eu conheça seu irmão? – Não podia negar que estava confusa, era um pouco cedo para apresentações aos familiares, achei que jamais aconteceria.
- Ele está vindo me visitar, e você está morando na minha casa. Como estamos juntos, imaginei que você iria querer conhecer minha família.
Não fazia sentido, então, permaneci o encarando por algum tempo, enquanto você se levantava indo para a janela que dava para o jardim da frente. Ouvi um barulho de carro, um frio surgiu em meu estômago, em pensar que conheceria qualquer pessoa de sua família.