Ayla Stefanih nunca teve sorte na vida, desde cedo teve que batalhar para sobreviver. Órfã e sem ninguém para amá-la, pois, viveu em lares adotivos, até completar maioridade, sem nenhuma perspectiva de vida buscou uma forma de sobreviver em uma cida...
"Você tem o direito de falar o que pensa, mas não tem o direito de julgar quem não conhece. - Charlie Brown Jr"
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A noite foi longa, passei muito tempo andando de um lado para outro, esperando que o tempo congelasse para que eu não tivesse que fazer o que eu faria em poucas horas. Eu abriria sua casa para pessoas estranhas, com péssimas intenções, e eu as ajudaria, o que reforçava meu nervosismo. Tinha a leve impressão que o dia, assim como a noite, seria longa, e como todas as outras meu sono seria atormentado com pesadelos. Quando o sol iluminou o quarto eu estava mais que acordada, o sono não veio, e sim uma culpa imensa que dominava cada extensão do meu corpo.
Após um banho que não me ajudou em nada, não aliviando a tensão que consumia meu ser. Desci para a cozinha a procura de uma boa xícara de café, eu precisava de energia extra para conseguir passar pelo dia que seria interminável.
- Bom dia, Nina. – cumprimentei ao vê-la guardando alguns alimentos na geladeira.
- Senhorita Ayla, Bom dia. Como foi sua noite? - ela disse sem tirar sua atenção da tarefa que fazia arduamente.
- Muito boa. – murmurei ao sentar, servi um pouco de café, tomando logo em seguida, quase esvaziando a xícara.
- O que vai querer para o almoço? Pensei em algo leve, já que será somente a senhorita que almoçará.
Estive tão preocupada com o que aconteceria a noite que esqueci que Nina e Bethy estariam em casa quando Nathan e toda a tropa chegassem, e eu não poderia deixar que eles as machucassem. Era responsabilidade minha deixá-las seguras, tinha que pensar logo em algo para afastá-las da casa, deixei a xícara de lado, e olhei para Nina do outro lado do balcão a espera da minha resposta sobre o almoço.
- Eu estava pensando que talvez você e a Bethy poderia tirar o dia de folga. Eu não irei precisar dos seus serviços hoje.
- Não acho que seja uma boa idéia. O Sr. Evans não irá gostar de saber que eu a deixei sozinha.
- Não se preocupe, ficarei bem. Além do mais passarei meu tempo lendo ou vendo TV, e imagino que tenha algo que queira fazer ou apenas descansar, você tem feito tanto por todos nós que merece um dia todo seu. – sorri, voltando a tomar o meu café, não queria que ela percebesse o meu nervosismo.
- Muita gentileza da sua parte. Eu não vejo meus netos algum tempo, minha filha mora no Bronxe, sempre vou visitá-la quando posso.
- Ótimo. Vá visitar sua filha e seus netinhos, e não se preocupe com o horário para voltar.
- Tem certeza? – Nina perguntou, não queria demonstrar sua felicidade em poder ir ver os netos.
- Sim. Não é a primeira vez que fico sozinha, eu me viro.
-Tudo bem. A senhorita é maravilhosa, o Sr. Evans tem sorte por tê-la conhecido.
Se ela soubesse o que realmente aconteceria aquela noite, com toda certeza sua opinião sobre minha pessoa seria outra, eu era o pior tipo de pessoa manipuladora.