- Aurora! Aurora! - gitava uma voz rouca e grave do outro lado da porta de soalho, batendo com os punhos fechados na mesma.
Com o bater na porta e os gritos do exterior, Aurora levantou a cabeça, olhando para a porta de onde provinha o ruído.
- Aurora!
Olhou para o relógio/alarme, eram 3:38. Deixou-se cair na cama, levando os lençóis a cobrirem-lhe o corpo desde dos pés à cabeça, na esperança que quem estivesse do outro lado simplesmente se chateasse e fosse embora.
- Porra, Aurora abre a porta!
Revirou os olhos azuis agora já completamente abertos e levantou-se lentamente. O quarto estava completamente na penumbra, apenas escassos raios de luminosidade, vinda do exterior do edificio, dos candeiros antigos e clássicos que a universidade gostva de exibir, penetravam o quarto dando algum tipo de luminosidade. Os estrondos dos punho a embaterem contra o soalho foi cada vez maior.
- Aurora, por favor!
Dirigiu-se à porta em passos lentos, agarrando-se ao que conseguiu, dando pontapés nos objetos omitidos pela escuridão. Colocou a mão na maçaneta e rodou-a para a direita. A porta foi empurrada por uma sombra de calças de ganga e uma swetshirt preta.
- Aurora tens de me ajudar!
A sombra virou-se e com os cabelos depenteados e sem o toque rebelde que o gel lhe dava, Rodrigo segurava ao seu colo o Sr. Bigodes.
- O que se passa? - perguntou fechando a porta atrás de si.
Aurora acendeu da luz e deparou-se com uma expressão de horror na face de Rodrigo.
- A pata dele... está... - tentou explicar, pousando o seu olhar na pata enrolada com ligaduras do Sr. Bigodes.
- Tens mudado a ligadura?
- Todos os dias, menos hoje. Cheguei ao apartamente mais tarde, porque depois de jantar voltei para o estúdio para adientar o meu quadro. Quando voltei, deitei-me na cama e adormeci, como vês nem tirei as roupas. - Aurora ouvia atentamente, conseguindo notar uma lágrima no olho de Rodrigo, ele estava genuínamente preocupado. - Passado algum tempo fiquei com fome, levantei-me para comer umas bolachas, mas reparei que o Sr. Bigodes estava mesmo à beira da miha cama da minha cama. Baixei-me para o colocar na cama mas a perna dele estava a tremer. Retirei a ligadura e estava assim. - com isto Rodrigo retirou uma mão do dorso do animal e começou devagar a desenrolar a ligadura. A expressão de Aurora endureceu.
" Ele não estava a exagerar! "
- Ok, Rodrigo, temos que o levar a um médico. Agora!
Aurora correu até ao armario onde tirou umas calças pretas,uma camisola preta esvoaçante com mangas compridas e os seus vans preto, correu para a casa de banho. Já dentro da casa de banho Aurora gritou:
- Procura uma clinica veternária que esteja aberta a estas horas!
- Já me adientei.
Aurora saiu da casa de banho e abriu a porta para Rodrigo passar. Correram até ao elevador, em pezinhos de lã para não acordar ninguém. Carregaram no botão que dava ordem para os levar ao piso zero. Os números dos andares apareceram no pequeno ecrã por ordem decrescente.
O elevedor estremeceu, fazendo com que Aurora e Rodrigo se tivessem de agarrar ás paredes metálicas para se conseguirem equilibrar. As luzes, a música e o pequeno ecrã, escureceram. Ocorrera uma falha de energia. Aurora olhava em volta enquanto Rodrigo batia na porta cinzenta. Nada, Gritaram em pedido de ajuda. Nada. Os botões não funcionavam e nenhum tinha trazido telefone.
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a cor da vida
Roman pour AdolescentsA história de uma rapariga de 16 anos, que foge para Londres onde faz um amigo para a vida e onde desenvolve o seu conhecimento e paixão pela música e pelas artes.
