Cale-se por favor!
Pensava Aurora olhando para o seu professor de teoria musical, que era o seu alvo para o seu pensamento ocorrente. Aurora estava apoiada com a cabeça sobre a sua mão direita, que começava agora a fraquejar, os seus olhos sentiam-se quase que obrigados a fechar por cinco minutos, mas Aurora não se permitia a si mesma que tal acontece-se. Manter-se-ia firme durante aqueles noventa minutos sem dar a parte fraca.
Um barulho de algo grande e pesado a cair invadiu a sala e no lugar onde Aurora se sentara era o melhor em termos de acústica, de seguida uma gargalhada geral invadiu novamente a mesma sala, onde o mesmo professor dava aulas.
Aurora colocou-se direita na sua cadeira que a cada minuto que parecia mais desconfortável, olhava agora atentamente para a turma, todos estavam voltados para um único e exclusivo ponto. Era Tomás, o centro das atenções da turma naquele momento.
Parece que não sou a única a achar esta sala entediante.
Pelos vários e diversos comentários dos membros da turma, Aurora concluiu que Tomás se tivera deixado dormir e caiu da cadeira por estar demasiado à beira tanto da cadeira como da mesa.
O toque veio colocar um sorriso no rosto de Aurora, hora de almoço. No caminho da sala de teoria até ao bar da universidade, Aurora tinha a posibilidade de observar tudo o que se passava à sua volta, e ela realmente desfrutava disso. Aurora desfrutava dos promenores a que dava atenção, como a cor dos olhos de certas pessoas.
Ao fundo do corredor avistou o Rinoceronte de olhos verdes, correu sem chamar a atenção de ninguém à sua volta para não levantar suspeitas do que iria fazer e Henrique virar se para ela estragando assim a surpresa. Nada disso aconteceu e Aurora teve a oportunidade. Em bicos de pés, tapou os olhos de Henrique.
- Ok, eu sei quem é. - começou Henrique. - É única pessoa que têm os dedos finos, palmas das mãos quentes e as pontas dos dedos frios e delicados.
Aurora estava de boca aberta, os simples promenores que este rapaz que conhecera à pouco de um mês já sabia sobre ela.
- Aurora. - disse Henrique colocando as suas mãos sobre as fragéis de Aurora, retirando as suavemente e lentamente, virando-se na direção desta que o esperava com um sorriso bobo na face. - Tudo bem?
Aurora não falou simplesmente o abraçou, um longo e demorado abraço, aqueles abraços com sentimento e significado, ali, no meio do corredor da universidade apilhada de alunos e estudantes diferentes de todos, sem qualquer problema, sem qualquer perturbação.
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a cor da vida
Novela JuvenilA história de uma rapariga de 16 anos, que foge para Londres onde faz um amigo para a vida e onde desenvolve o seu conhecimento e paixão pela música e pelas artes.
