Dia 7 de Julho de 2014

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A mão fechada de Aurora atirava agora uma rápida almofada à porta do seu quarto, o índividuo do lado oposto abriu a porta não sendo por segundos atingido pela almofada branca que Aurora atirara.

Aurora estava deitada de barriga para baixo escondendo a sua face entre os seus braços e o seu cabelo que entretando lhe caía para os ombros, apenas uns curtos calções de desporto e um top constituiam o seu "pijama".

- Aurora, estás atrasada! 

Aurora reconhecia esta suave melodia mesmo à distância, era a voz de Henrique, esta era a música que Aurora nunca se fartava de ouvir e ouvir novamente.

- Já vou! - resmungou com a voz abafada por estar com a cara esborrachada no lençol da cama.

- Anda lá!

- Já disse que já vou!

Henrique como não via maneira de conseguir levantar Aurora da cama, deitou-se com ela. Abriu os lençois que a tapavam e colocou-se ao seu lado, tapando em seguida ambos. 

Estavam frente a frente, Aurora com os olhos ensonados e Henrique olhava-a com carinhos com os seus grandes olhos verde azeitona. 

- Olá. - cumprimentou Aurora.

- Oi. 

- Que fazes aqui?

- Estou a dormir com a fomiga dominhoca.

- Cala-te, Rinoceronte. - ripostou atirando a almofada que entretando Henrique lhe tinha trazido.

Henrique não se deixou ficar e agarrando o tronco de Aurora fez lhe cócegas. Aurora num pulo levantou-se e olhou com os seus olhos azuis arregalados para Henrique, esforçando-se para manter uma cara sério.

- Tu nunca mais me faças cócegas! - declarou entre risos.

- Senão o quê?

- Senão eu... - Aurora prolongou o "eu" de forma a ter um pouco mais de tempo para se lembrar de uma ideia genial. 

Henrique esperava pacientemente de braços cruzados, deitado ainda no mesmo sitio.

- ... eu... - continuava Aurora. - ....eu....amuo!

- A sério só isso?

- Eu não tenho imaginação!

Ambos gargalharam com o desespero que as últimas palavras saíram da boca de Aurora.

- Vá agora vai-te despachar senão chegamos mesmo atrasados.

Aurora correu para o armário de onde tirou uma camisola branca larga mas curta, as suas jeans pretas e os seus air forces, correu em direção à casa de banho, onde ligou o rádio no volume máximo cantando no desenrolar da música. Henrique acenou negativamente com a cabeça, rindo para si mesmo.

- Esta rapariga é únicamente a mais estranha de todas. 

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