Um tempo em Hampton

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Paramos um pouco na estrada para comer, com Brian e eu tomando os devidos cuidados e discrições para não chamar muita atenção. Concordamos em não trazer nenhum segurança conosco, já que era uma viagem em família e principalmente, queríamos que as crianças vissem a viagem dessa forma.

Com as energias levemente recuperadas, continuamos nossa jornada, até chegarmos na entrada de Hampton bem ao pôr do sol. Dei uma olhada rápida atrás, já que as crianças estavam quietinhas demais, e como suspeitava, Jimmy e Louisa estavam dormindo profundamente. Brian dirigiu mais uns 15 minutos e, pro meu alívio, avistei a casa dos meus sogros, dando um sorriso, animada e contente por estar ali.

Meu marido estacionou o carro e então descemos, abrindo as portas de trás pra pegar as crianças.

-Pega a Lou que eu pego o Jimmy - instruiu Bri, sendo um cavalheiro, já que nosso filho era mais pesado que nossa filha.

Ajeitamos as crianças no nosso colo e Jimmy despertou aos poucos, já Louisa continuava dormindo. Depois de dar um suspiro, Brian tocou a campainha, esperando com um pouco de ansiedade.

-Brian! - a sra. Ruth deu um abraço no filho - e oi Jimmy! A viagem te cansou, meu menino? E é claro, minhas meninas favoritas! Chrissie, põe a Lou lá no quarto do Brian, já ajeitei tudo pra vocês.

-Ah sim, obrigada - assenti e fiz como ela me pediu.

Logo estava de volta à sala, onde encontrei meu sogro conversando animadamente com Jimmy. Meu menino era uma das raras pessoas que conseguia tirar o jeito sério e bravo do avô por um momento.

-Imagino que a Louisa está descansando - disse Sir Harold estendendo uma mão pra mim - como foi a viagem, Chrissie?

-Tranquila, bem tranquila de verdade - respondi e um tempo depois, enquanto Brian e o pai conversavam, ajudei minha sogra com o jantar.

Antes que eu chamasse, Louisa apareceu na cozinha, ainda com uma carinha de sono.

-Quero um doce, mamãe! - ela pediu com jeitinho, mas estava bem treinada para resistir.

-Não, nada disso - eu a peguei no colo, o que a fez rir - jantar primeiro, depois pensamos na sobremesa.

-Ah, mas eu queria agora... - ela insistiu mais um pouco.

-Mas vai ter que esperar - toquei o nariz dela, mas Lou ainda estava inconformada - se você comer tudo, mamãe promete que faz pão de ló, e deixa você raspar a tigela do recheio.

-Só eu sozinha? - Louisa se empolgou outra vez.

-Não, tem que dar um pouquinho pro Jimmy e pro papai - apresentei as condições.

-Tá bom - ela concordou enfim, beijei sua bochecha e a ajeitei pra se sentar.

Logo toda família se juntou a nós para jantar. Meus sogros falaram muito mais que nós, o que por um lado foi bom, porque não tínhamos que dar alguns detalhes tristes do motivo da nossa visita. Assim que terminamos, não demorei pra começar a fazer meu famoso pão de ló, que com o tempo e, segundo a opinião de todos que comiam, ficou tão bom quanto o da minha mãe.

-Chrissie, descansa um pouco, não parou um segundo desde que chegou - Sir Harold ficou preocupado com uma inquietação.

-Não, eu não me importo, eu quero cozinhar agora, e eu preciso, se não a Lou não me dá sossego - respondi de bom humor e os três sr. May sorriram pra mim.

Lou ficou com a vovó Ruth, me deixando à vontade enquanto eu cozinhava. Senti Brian chegando quase em silêncio, o som dos seus passos eram baixos, mas eu os conhecia muito bem.

Pelo olhar de ChrissieHistórias para pegar e não largar. Descubra agora