"Nem sempre eu fui assim, fria, calculista, sem sentimentos, sem felicidade. Na verdade eu já fui uma menina feliz, amorosa, mas deixei de ser quando tiraram tudo que eu tinha: A minha família, a minha inocência. Dizem que o pouco faz muita gente fe...
Eu estava vestida num conjunto horrível, um coque bagunçado na cabeça, cara de quem não dorme a décadas, querendo sumir! Chegou a hora de ir para aonde eu deveria estar a tempos.
Edgar: Eu prometo que vou te tirar dessa, aguenta firme! Alessandra: Cuida dela tá? -olhei pra Lorena que chorava muito ao lado dele- Edgar: Em breve você estará aqui pra fazer isso -disse confiante-
Eu sorri sem mostrar os dentes. Eles me algemaram e me levaram pra viatura, de lá fui pra prisão.
Era horrível, asqueroso, os corredores eram sombrios, umas presidiarias me olhavam com admiração, outras com ódio, achando que iriam me botar medo...coitadas, mal sabem que o perigo sou eu.
Policial: É aqui que você vai ficar. Sinta-se em casa! -sorriu irônica- Alessandra: Já estou! -retribui o sorriso-
Ela tirou as algemas e trancou a cela. Encarei meus pulsos vermelhos e bufei me deitando na cama de baixo de uma das beliches.
Xxxx: Essa cama é minha, pode ralando daí vadiazinha de quinta! -gritou-
Era uma morena, alta, com a maior cara de barraqueira.
Xxxx: Tá me olhando com essa cara de merda porque queridinha? Bora, vaza!
Ela disse alto chamando atenção das outras detentas, estava adorando que a atenção estivesse pra ela, falta de dar o nome. Me levantei tranquilamente e fui até a mesma.
Alessandra: Meu nome é Alessandra, Alessandra Salvatore. Não é "queridinha" ou "vadiazinha de quinta", até porquê a única vadia que eu vejo aqui é você.
As meninas começaram a coxixar
Xxxx: Sabe quem eu sou meu amor?! Alessandra: Não faço a mínima questão em saber. Mas é bom que saiba quem eu sou, assim quem sabe você comece a medir as suas palavras e o seu tom pra falar comigo. Xxxx: Olha lá gente, chegou agora e já acha que pode! -gargalhou- as coisas não funcionam aqui assim não, aquela cama é minha, se quiser dorme no chão!
Eu sorri.
Alessandra: Escuta aqui -segurei seu queixo com força- Você não me conhece! Não tenta me intimidar porquê vadias como você não me botam nem um pingo de medo! Mas eu sugiro que você tenha muito medo de mim, muito mesmo, e que pense duas vezes antes de me dirigir a palavra. Eu vou ficar naquela cama, arrume outro lugar pra dormir, só não vem atazanar o meu juízo porquê a minha paciência é bem curta e eu não vou medir esforços pra acabar com a sua raça! Fica na tua!
Eu soltei seu queixo com brutalidade e ela me olhou furiosa, algumas detentas começaram a gritar rindo da tal morena. Ela que não me provoque.
Voltei a me deitar na cama tranquilamente, coloquei o braço direito tapando os olhos e fiquei por ali.
Xxxx: Oi!
Dei um pulo de susto. Não era a morena que tava me enchendo o saco, ainda bem.
Xxxx: Desculpa ter te assustado -disse sem graça- meu nome é Luara
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Luara Pontes, 24 anos
Alessandra: Não foi nada -disse sem dar muita importância- Luara: Você é a Alessandra, né? -assenti- é um nome bonito
Apenas sorri murcho, ela não iria calar a boca?
Luara: Eu te conheço, é a dona daquele bordel né? -assenti- é brasileira, tem uma irmã gêmea Alessandra: Andou pesquisando sobre mim? Luara: Não -riu envergonhada- eu também sou brasileira Alessandra: Hum... Luara: Vim pra estudar, mas acabei aqui Alessandra: E o que você fez? -bocejei- Luara: Matei o meu ex Alessandra: Vingativa Luara: Não foi por querer...acabamos brigando e ele caiu das escadas, bateu a cabeça, morreu na hora, a mãe dele já não ia muito com a minha cara, me colocou aqui Alessandra: Sogras, não é mesmo? -suspirei- Luara: Você não tem boa experiência com sogras também? -perguntou curiosa- Alessandra: E porquê eu falaria disso com você? Luara: Ah...me desculpe, eu... Alessandra: Só conheci uma, mas ela me amava, bom...na época me amava. E meu sogro quase me matou a alguns dias atrás, é por culpa dele que estou aqui Luara: E o que você fez?! Alessandra: O que eu não fiz! Ia matar o filho dele, mas não rolou Luara: De propósito?! Ia matar seu namorado por querer?! Alessandra: A alguns anos ele matou o meu pai e...ai menina, porque estou falando disso com você? -revirei os olhos-